Cidade Curitiba (PR) – Calendário da Copa

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Inovadora por natureza

Curitiba ostenta um dos maiores índices de qualidade de vida do Brasil e o cuidado com o meio ambiente a tornou modelo no Brasil e no mundo. A sustentabilidade surgiu com a fundação da cidade: seus primeiros habitantes seguiam regras rigorosas, só cortavam árvores em áreas delimitadas e mantinham o rio limpo.

Curitiba significa “grande quantidade de pinheiros” em guarani, referência à grande quantidade de araucárias na cidade. Há mais de 26 parques e bosques na capital paranaense.

Curitiba é conhecida no Brasil e no exterior pelo eficiente e inovador sistema de transporte coletivo. O primeiro passo nessa direção ocorreu na década de 80, quando os usuários podiam trocar de linha sem pagar nova passagem, a chamada Rede Urbana de Transportes.

Dez anos depois, outras novidades foram incorporadas, como o primeiro ônibus biarticulado brasileiro, com 25 metros de comprimento e capacidade para transportar 270 passageiros; a criação das estações-tubo, utilizadas como pequenos terminais e que viraram cartão-postal da cidade; e um sistema de aviso de paradas, que a cada saída de uma estação-tubo é automaticamente acionado para informar aos passageiros o ponto seguinte e quais portas deverão ser utilizadas para o desembarque.

Mais recentemente, em 2011, foi implantado o Ligeirão, o maior ônibus do mundo, com 28 metros e capacidade para 250 passageiros. Quem visita a cidade repara na variedade de cores dos ônibus, que são usadas para diferenciar as linhas de transporte. Aliás, uma das linhas é dedicada ao turista, de cor verde-claro, criada para transportar os visitantes aos pontos turísticos da cidade.

Cultura e culinária em Curitiba

Curitiba pertence ao estado do Paraná, que tem uma moderna economia, é o principal produtor agrícola brasileiro e o quarto maior centro industrial do país. O estado reúne uma cultura bastante diversificada, que engloba portugueses, italianos, ucranianos, alemães, poloneses, holandeses, árabes e japoneses. São imigrantes que se instalaram no estado em diferentes períodos em busca de trabalho, terras férteis e do clima ameno da região (que tornava mais fácil a adaptação ao Brasil).

A culinária é marcada por influências indígenas e europeias. Dos índios foi herdado, principalmente, o consumo do pinhão, servido de diversas formas: bolo, bom-bocado, croquetes, paçoca, panquecas, picadinho, pudim, sopa e até suflê.

Em cada parte do estado é possível saborear uma iguaria típica. No litoral, há o barreado, que chegou ao Paraná por meio da colonização portuguesa. O prato consiste em uma carne cozida em caldo grosso servida com arroz e farinha de mandioca, cuja preparação ainda é feita como no passado: de forma lenta e cozida em panelas de barro.

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Em Pontal do Paraná há o cambira, prato à base de peixe e banana. Na cidade de Guaíra, um prato típico da culinária espanhola é o pintado na telha. O estado também conta com festas gastronômicas, eventos em que a culinária se mistura às manifestações artísticas. A Festa Nacional do Charque, na cidade de Candói, serve pratos à base de charque, um tipo de carne seca. A Festa Nacional do Porco no Rolete, que ocorre em Toledo, conta com receitas diversas em que a principal atração é o suíno assado por inteiro. Na Festa do Cupim Assado, em Pato Bragado, várias equipes concorrem pelo melhor preparo do alimento.

Dados da Cidade de Curitiba

  • População: 1.751.907 habitantes
  • Altitude: 945 m
  • Área: 435.495 km2
  • Código de área: 41
  • Tensão elétrica: 127 V
  • Clima: subtropical.
  • Temperatura: média de 21ºC no verão e 13º no inverno
  • Vegetação: Mata Atlântica

Feriados locais em Curitiba
– 8 de setembro (Dia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais)

Página oficial da cidade e da Secretaria de Turismo:
www.curitiba.pr.gov.br e www.turismo.curitiba.pr.gov.br

Centro de atendimento ao turista
– Disque Turismo: (41) 3352-8000 (atendimento 24h)

Postos de informação turística em Curitiba

ACISF: Santa Felicidade (Casa dos Contos)
2ª a 6ª, das 9h às 18h; sábado, das 14h às 20h; domingo, das 11h às 17h
Av. Manoel Ribas, 5.480
(41) 3273-4605

Aeroporto Internacional Afonso Pena:

Diariamente, das 7h às 23h
Av. Rocha Pombo, s/n, São José dos Pinhais
Salão de desembarque localizado no piso térreo
(41) 3381-1153

Arena do Clube Atlético Paranaense

Diariamente, das 9h às 17h
R. Buenos Aires, 1.260, Água Verde
(41) 2105-5616

Casa do Artesanato

2ª a 6ª, das 9h às 18h; sábado, das 9h às 15h
R. Mateus Leme, 22, São Francisco
(41) 3321-2704

Instituto Municipal de Turismo

2ª a 6ª, das 8h às 12h e das 14h às 18h
R. da Glória, 362, Centro Cívico, piso térreo
(41) 3250-7729

Rodoferroviária de Curitiba

Diariamente, das 8h às 18h
Av. Pres. Affonso Camargo, 330, Jd. Botânico
(41) 3320-3121

Rua 24 Horas (Espaço Curitiba Experience)

Diariamente, das 9h às 18h
Sala de Pedra (Palacete Wolf): 2ª a sábado, das 9h às 18h; domingo, das 9h às 16h
Pça. Garibaldi, 7, São Francisco
(41) 3321-3206

Torre Panorâmica

Terça a domingo e feriados, das 10h às 19h
R. Prof. Lycio Grein de Castro Vellozzo, 191, Mercês
(41) 3339-7613

Postos para câmbio

Em agências bancárias, shopping centers, no Aeroporto Internacional Afonso Pena e no centro da cidade

A nova casa do Furacão

Curitiba receberá quatro partidas da Copa do Mundo da FIFA, todas válidas pela primeira fase. O estádio terá capacidade para 43 mil espectadores, com investimento de R$ 234 milhões, sendo R$ 131 milhões via financiamento federal. A previsão de conclusão das obras é dezembro de 2013.

As obras de reforma da Arena da Baixada, em Curitiba, chegaram a 78,90% de conclusão no final do mês de agosto. Já foram feitos os ajustes finais na viga principal da estrutura metálica da cobertura, além do início da instalação da segunda viga, no Setor Brasílio Itiberê, e das vigas secundárias. Diversos trabalhos de acabamentos internos também avançam.

A Arena da Baixada passou por demolições em vários setores para ampliar o estádio e adaptá-lo às normas da FIFA. Camarotes, cabines de imprensa, escadas de acesso, bilheterias, fosso, lojas internas, vestiários, academia e churrascaria foram alguns dos espaços que sofreram mudanças.

Também foi removida a estrutura de concreto no último nível dos degraus das curvas do setor Getúlio Vargas para a construção das esquinas e complementação dos degraus para a uniformização das arquibancadas. As torres foram retiradas para eliminação de todos os pontos cegos do estádio.

A Arena da Baixada recebe também a construção de duas novas escadas no Setor Madre Maria, que ligará a arquibancada inferior a arquibancada superior (nos mesmos moldes das já existentes). Também estão em execução os serviços de alvenaria interna. O trabalho está sendo feito na arquibancada inferior.

Portal da Copa – Curitiba

O Aeroporto Afonso Pena passa por uma reforma que inclui a ampliação do terminal de passageiros e do sistema viário, a expansão do pátio e a restauração da pista de pouso e decolagem, com investimento total de R$ 85 milhões.

Ao fim das obras voltadas para a Copa, a estimativa é de que o terminal tenha a capacidade de passageiros anual aumentada de 7,8 milhões para 10,4 milhões. Um trecho da reforma continuará mesmo depois do Mundial e a capacidade final do terminal chegará a 14,6 milhões de passageiros ao ano.

A obra de ampliação do pátio está em fase final. Quando concluído, o setor passará de uma área de 84 mil m² para 144 mil m², criando nove novas posições de estacionamento para aeronaves. A restauração da pista de pouso e decolagem já foi concluída.

Portal da Copa

Oito intervenções

O Balanço das obras da Copa do Mundo da FIFA de dezembro de 2012 indica oito obras de mobilidade urbana previstas para a capital paranaense, com R$ 457 milhões de investimento estimado. São corredores de ônibus, um Bus Rapit Transit (BRT), melhorias em vias de acesso, uma central de monitoramento de tráfego e aprimoramentos no terminal urbano.

Uma das obras é a ligação entre o aeroporto e a rodoferroviária. São 14,8 km e 2 obras de arte especiais. O sistema integrado de monitoramento permitirá o controle do fluxo de tráfego nas principais vias da cidade. Com esse recurso, é possível antecipar problemas, evitar congestionamentos e garantir atendimento a ocorrências com agilidade. A requalificação da rodoferroviária inclui melhorias nos acessos, da edificação e nas vias de acesso ao terminal.

Diversidade de estilos

Capital do Estado do Paraná, localizada na região sul do país e fundada em março de 1693, Curitiba possui uma diversidade de estilos arquitetônicos antigos e modernos que enriquecem sua paisagem urbana e representam um expressivo patrimônio cultural. A formação histórica e demográfica da cidade caracteriza-se pela presença de descendentes de imigrantes de diversas origens, que se somaram a matriz étnica brasileira composta pelos índios, africanos e portugueses.

Os modos de ser e de fazer, festas cívicas e religiosas de diversas etnias, dança, música, culinária, expressões e a memória dos antepassados se incorporaram à cidade e estão representadas nos diversos memoriais da imigração, em espaços públicos como parques e bosques municipais. Prédios em arquitetura eclética, neoclássica, colonial, bizantina, oriental e estilos inspirados nas terras natais dos imigrantes confirmam a diversidade e riqueza cultural de Curitiba.

No Centro Histórico da cidade encontram-se importantes construções, como a Igreja da Ordem, o Museu Paranaense, a Igreja do Rosário, a Catedral Metropolitana a Casa Romário Martins, a Igreja Presbiteriana, as Ruínas de São Francisco, a Sociedade Garibaldi, o Memorial da Cidade de Curitiba, o Museu de Arte Sacra, além do Relógio das Flores e a Fonte da Memória. O local é tradicional ponto de encontro da população, pois, além da feira dominical que ocorre desde 1973, abriga vários bares, pubs e restaurantes, alguns com comida típica dos imigrantes que ajudaram a colonizar o município.

O acesso aéreo a Curitiba é servido principalmente pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado na contígua cidade de São José dos Pinhais. Este é o principal terminal aeroviário internacional da região Sul do Brasil. O aeroporto fica a aproximadamente dezessete quilômetros do Centro de Curitiba.

Monumentos selecionados

Paço Municipal

Tombado em 1984, foi construído entre 1914 e 1916. Sediou a Prefeitura Municipal de Curitiba até 1969. Apresenta uma arquitetura eclética, com detalhes neoclássicos e elementos art nouveau, como a marquise de ferro voltada para a Praça Tiradentes, as esquadrias de madeira e o portão da entrada principal. Em sua torre, repleta de ornamentações, encontram-se sacadas semicirculares e três relógios. O monumento é tombado pelas instâncias estadual e federal. Recentemente foi revitalizado para ocupação de um centro cultural mantido pelo SESC/PR.

Coleção etnológica, arqueológica, histórica e artística do Museu Paranaense
Inaugurado em 1876, no Largo da Fonte (atual Praça Zacarias), o museu era inicialmente uma instituição particular, transformada em órgão público seis anos mais tarde. Desde então, passou a constituir-se como centro de pesquisa, promovendo várias expedições científicas pelo estado. Atualmente, desenvolve estudos nas áreas da Arqueologia, Antropologia e História. Conta com um acervo de aproximadamente 400 mil itens, entre documentos, fotografias, filmes e discos, pinturas em diversas técnicas e esculturas, além de grande acervo arqueológico e etnográfico. Entre 1979 e 2005 recebeu os acervos do naturalista tcheco, Vladimir Kozák, bem como o do extinto Banco do Estado do Paraná e a coleção do extinto Museu Coronel David Carneiro. A Coleção etnológica, arqueológica, histórica e artística do Museu foi tombada pelo IPHAN em 1941.

Museu Coronel David Carneiro: coleção etnográfica, arqueológica, histórica e artística
O acervo é composto por coleção numismática (nacional e estrangeira), etnográfica (adornos, vestimentas e instrumentos musicais) e mineralógica (desenhos, aquarelas e retratos a óleo) foi tombado pelo IPHAN em 1941. O destaque é a coleção de material bélico e uniformes militares utilizados pelo Exército Brasileiro em diversas épocas, incluindo os que foram usados no Cerco da Lapa pelas tropas federalistas. Há também um rico acervo de objetos de uso cotidiano e mobiliário da sociedade paranaense do séc. XIX.

Casa de Araucária

As famosas e gigantescas araucárias, típicas da região sul do Brasil, foram a inspiração para os imigrantes da Europa e da Ásia que chegaram ao país a partir do século XIX construírem suas casas, especialmente no Paraná. Foram tantas as construções com a madeira que passaram a ter um nome próprio: Casa de Araucária. A arquitetura de madeira ainda é muito presente nas paisagens urbanas e rurais do Brasil. Sua produção mais significativa foi na região de Curitiba em função das primeiras serrarias a vapor que se utilizam da floresta de araucária, com matéria prima abundante e de qualidade. O estilo dessas casas é singular e reflete a cultura dos grandes contingentes de imigrantes que chegaram ao Brasil nos finais do século XIX. A Superintendência do IPHAN em Curitiba está instalada em uma dessas casas, construída por volta de 1920, numa chácara situada no bairro do Portão. A casa desmontada e trasladada para o endereço atual, no bairro Juvevê, o que possibilitou sua preservação.

Ópera de Arame

Um dos principais cartões postais de Curitiba foi inaugurado em 1992, no Parque das Pedreiras. Foi construída em estrutura tubular e teto de policarbonato transparente, um projeto do arquiteto Domingos Bongestabs, professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPR. Em torno da edificação há um lago artificial e uma passarela sobre as águas dá acesso ao auditório, com capacidade para 2,4 mil espectadores e um palco de 400 metros quadrados. No local onde funcionava uma pedreira hoje os visitantes podem apreciar a mata nativa e várias espécies de aves.

Jardim Botânico

Com uma área de 245 metros quadrados, os jardins geométricos e a estufa de três abóbadas são marca registrada do Jardim Botânico e um dos principais cartões postais de Curitiba. A estufa, que abriga plantas características da Mata Atlântica do Brasil, é construída em estrutura metálica, estilo art-noveau, e foi inspirada em um palácio de cristal que existiu em Londres, no século XIX. Em volta da estufa está o espaço cultural Frans Krajcberg com exposição permanente de 114 esculturas do artista e ambientalista. O Jardim Botânico conta ainda com o Museu Botânico Municipal, trilhas em bosque de araucárias, lago, quadras esportivas e um velódromo.

Praça Tiradentes

A Praça é o berço histórico de Curitiba, que nasceu formalmente neste local. Conta a lenda que a área foi escolhida pelo cacique Tindiquera, da tribo Tingui, para a transferência dos primeiros habitantes da região, que viviam acampados às margens do rio Atuba, atual Bairro Alto. Em 1889, passou a chamar-se Largo Dom Pedro II, em função da passagem do imperador pela cidade. O nome Praça Tiradentes veio com a República, em 1889. Na Praça está o monolito histórico, com a Cruz de Cristo, que simboliza o poder legalmente constituído pelo rei de Portugal, em 29 de março de 1693. Também está no local o Marco Zero da cidade.

Catedral Metropolitana

A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz, na Praça Tiradentes, é um dos mais importantes patrimônios culturais da cidade. Em estilo neogótico, foi construída entre 1876 e 1893, um projeto do arquiteto francês Alphone de Plas. Foi erguida no local da antiga matriz do século XVII e ainda é dedicada à Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Padroeira de Curitiba. Site: www.cultura-arte.com/curitiba/catedral.htm

Igreja Rosário dos Pretos

Localizada no Centro Histórico, a atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito é uma construção de 1946, em estilo barroco, construída no mesmo local da antiga, demolida em 1931. A primeira igreja do Rosário foi construída por escravos e para os escravos, inaugurada em 1737, em estilo colonial. Era a terceira igreja de Curitiba, com o nome original de Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de São Benedito. Serviu de matriz de 1875 a 1893, durante a construção da Catedral, na Praça Tiradentes. A fachada atual ainda tem azulejos da igreja original e seu interior abriga azulejos portugueses, com os Passos da Paixão de Cristo.

Igreja da Ordem

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas foi construída pelos portugueses em 1737, com o nome de Igreja de Nossa Senhora do Terço. É a mais antiga de Curitiba. O nome atual foi dado com a chegada a Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746. Depois de abrigar um convento franciscano, no século XIX foi a paróquia dos imigrantes poloneses. Por volta de 1834, uma parte da igreja desmoronou e só foi restaurada em 1880, com a visita do imperador D. Pedro II. Tombada desde 1965, o templo sofreu nova restauração de 1978 a 1980 Em 1981, passou a abrigar o Museu de Arte Sacra. Em 1993, durante uma reforma, foi encontrado um opúsculo entre as paredes com dados preciosos sobre a história da igreja.

Largo da Ordem

É o coração do Centro Histórico, em frente à Igreja da Ordem. Foi área de intenso comércio a partir do século XVIII até boa parte do século XX. Em 1917 recebeu o nome oficial de Largo Coronel Enéas. O largo também abriga outros patrimônios históricos da cidade, como: a Casa Romário Martins (considerada a mais antiga de Curitiba), a Casa Vermelha (espaço cultural), o Museu de Arte Sacra (anexo à Igreja da Ordem) e o Bebedouro, onde os tropeiros e fazendeiros davam de beber a cavalos e mulas, em meados do século XVIII.

Museu Oscar Niemeyer

Inaugurado em novembro de 2002 com o nome de Novo Museu e projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, mas é conhecido como Museu do Olho, em função de suas linhas. É um dos maiores complexos de exposição do Brasil, com cerca de 16 mil metros quadrados destinados a obras de arte. Possui vários ambientes, incluindo um auditório para 400 lugares, café e espaços de lazer.

Memorial Ucraniano

Localizado no Parque Tingüi, o Memorial Ucraniano presta homenagem aos imigrantes ucranianos de Curitiba e foi inaugurado em 1995, ano do centenário da chegada desses imigrantes a Curitiba. O conjunto é composto, por uma réplica da igreja de São Miguel Arcanjo, uma casa típica, palco ao ar livre e o portal. Todas as construções feitas com madeira encaixada, ao estilo ucraniano.

Passeio Público

É o primeiro e o mais central parque da cidade. Inaugurado em 1886 com 70 mil metros quadrados de mata natural, nas margens do rio Belém. Foi, também, o primeiro zoológico e, até hoje, possui alguns animais em cativeiro e um aquário. O Passeio Público é considerado um santuário ecológico no centro de Curitiba, com lago e ilhas, uma gruta, ponte pênsil e palco flutuante.

Ruinas de São Francisco

Localizada na Praça João Cândido, no bairro São Francisco, as ruínas são os remanescentes de uma construção do que seria que viria a ser a Igreja de São Francisco de Paula. Iniciada pelos portugueses, em 1811, a capela-mor e a sacristia ficaram prontas, mas, em 1860, as pedras que finalizariam as obras da igreja teriam sido usadas para erguer a torre da antiga Matriz. Há histórias – não confirmadas – de que há túneis ligando as ruínas a outros pontos da cidade.

Museu do Parque Histórico do Mate

Tombado pelo IPHAN em 1985, o parque da cidade de Campo Largo (PR) ocupa 31,7 hectares de extensa área verde com floresta nativa, lago e área de lazer. Na edificação principal, construída em pau-a-pique sobre alvenaria de pedra, está instalado o museu – resultado da restauração de um antigo Engenho de Mate da segunda metade do século XIX. É o último remanescente dos inúmeros engenhos de soque de erva marte, movidos à força hidráulica, no Paraná. No museu estão expostos objetos que descrevem o processo de produção e transporte da erva-mate e a importância do Ciclo do Mate para a conformação do estado. O Parque Histórico do Mate é uma unidade vinculada ao Museu Paranaense e à Secretaria de Estado da Cultura.

Centro Histórico da Lapa

Tombado em 1992 a cidade de Lapa (PR) nasceu dos acampamentos tropeiros. Foi cenário de batalhas significativas, como a Guerra do Contestado e o episódio conhecido como o Cerco da Lapa, que refere-se aos 26 dias de luta e resistência do exército florianista comandado pelo General Gomes Carneiro contra as forças federalistas do Rio Grande Sul, em 1894. O conjunto urbano tombado apresenta imóveis de várias correntes arquitetônicas, como a luso-brasileira, a arquitetura do imigrante e edificações ecléticas.

Centro Histórico de Paranaguá

Paranaguá é uma cidade portuária e foi o primeiro núcleo urbano a se formar no estado do Paraná. O Centro Histórico, tombado pleo IPHAN em 2009, apresenta importantes exemplares da arquitetura colonial brasileira, como as construções da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas e o Colégio dos Jesuítas. Destaque também para o conjunto de sobrados da Rua da Praia, típicas moradias de quem detinha o poder econômico no final do século XVI. Outras influências estéticas, como o neoclassicismo, foram absorvidas e podem ser observadas no prédio da Câmara Municipal e no Palacete Visconde de Nácar.

Centro Histórico de Antonina

Determinante para a ocupação do território, o ambiente natural formado pela Serra do Mar e pela Baía de Paranaguá integra-se harmoniosamente à paisagem urbana de Antonina (PR) – qualidade rara, que revela grande potencial para o desenvolvimento social da cidade. Sua importância histórica está vinculada ao chamado primeiro ciclo do ouro no Brasil, anterior à exploração nas Minas Gerais. O Centro Histórico de Antonina apresenta edifícios com características do colonial brasileiro, eclética e art-deco. Por seus valores históricos e paisagísticos, foi tombado pelo IPHAN em 2012. Inclui-se na área protegida, um raro exemplar da arquitetura industrial do início do século XX, conhecido como Complexo Matarazzo, que representa a fase áurea da industrialização e atividade portuária no Paraná.

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

Esta fortaleza foi construída na porção norte da Ilha do Mel, na entrada da Baía de Paranaguá (PR), entre 1767 e 1770. Está instalada no sopé do Morro da Baleia, do qual foram retiradas as pedras para a sua edificação. É o único exemplar da arquitetura militar do século XVIII no Paraná e caracteriza-se como uma fortificação orgânica, isto é, adaptada à condição topográfica do sítio. Manteve-se inicialmente com 12 peças de artilharia e um pequeno destacamento militar. A bateria de canhões no topo do morro foi instalada posteriormente, no início do século XX, mas não chegou a ser concluída.

Patrimônio imaterial

Fandango Caiçara (SP e PR)

O fandango caiçara é uma expressão cultural que se manifesta por meio de música e dança, saberes e fazeres, trabalho e divertimento. No Paraná, é uma forma de expressão profundamente enraizada nas comunidades caiçaras nos municípios de Guaraqueçaba, Paranaguá e Morretes. O fandango é praticado pelas comunidades caiçaras que produzem seus próprios instrumentos musicais, preparam comidas e bebidas para os bailes. As mesas fartas reúnem a comunidade nas festas que reforçam suas relações de parentesco e convivência ao som de viola ou sanfona, com danças de roda e sapateados, alternadas por músicas e poesias. Esta manifestação cultural pode ser conhecida em Guaraqueçaba (a 173 km de Curitiba, às margens da bela baía de Paranaguá).

A capital dos tropeiros

Escolhida a Capital da Cultura Brasileira, a cidade de Lapa (PR) possui importante patrimônio cultural. Em sua história, ocupam lugar de destaque os comboios de tropeiros que atravessavam a região dos Campos Gerais do estado, vindos da Serra do Mar em direção a São Paulo. A população do município se considera herdeira dos hábitos, valores e costumes desses homens que lavraram essas terras com amor e coragem, colocando a cidade na rota de uma história que jamais será esquecida. Também são muito presentes no município as congadas (que simboliza devoção e louvor a São Benedito) e a gastronomia de origem tropeira. A comida típica mostra as influências portuguesa, indígena e africana. Um dos pratos que mais agradam é a paçoca lapeana preparada com charque e torresmo, farinha de mandioca, e quirera (milho quebrado e carne de suã).

Fonte: Ministério do Turismo/Ministério da Cultura/Iphan