Salvador – Bahia (BA) – Calendário da Copa

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Foi na Bahia que tudo começou, mais precisamente em Porto Seguro, no sul do Estado, onde hoje é a Baía de Cabrália, que Pedro Álvares Cabral aportou em busca de um “porto seguro” para as naus portuguesas. Foi em Cabrália, que deu-se a celebração da primeira missa que marcou a chegada dos portugueses ao País, em 1500. As primeiras vilas surgiram ali e a primeira capital brasileira foi Salvador, detentora hoje de uma cultura rica e conhecida no mundo todo.

A Baía de Todos os Santos, onde fica a capital Salvador, só foi abordada pelos portugueses em 1501. Ali, Américo Vespúcio se estabeleceu e fez surgir a cidade que viria a ser a mais importante do Brasil durante quase todo o período da colonização. A Bahia se tornou o quartel-general português, de onde se estendia à resistência às diversas tentativas espanholas de tomar as terras da coroa.

Também está em Salvador o maior número de descendentes das diversas nações africanas fora da África. Mais de 80% dos soteropolitanos são afrodescendentes e sua influência se faz sentir hoje em todos os aspectos da vida na cidade, da comida à musicalidade inerente aos baianos.

A cidade de Salvador é uma das 12 sedes da Copa, onde a Arena Fonte Nova, inteiramente remodelada, receberá três partidas da Copa das Confederações e seis jogos do Mundial de 2014.

Fora da capital, a Bahia oferece incontáveis praias ao longo de mais de mil quilômetros de litoral, entrecortado por matas, lagoas e acidentes geográficos que tornam suas paisagens inesquecíveis. O estado oferece roteiros organizados e muito bem estruturados para receber turistas: de resorts luxuosos e de padrão internacional, à pousadas mais simples em vila de pescadores.

No interior, reservas ecológicas atraem aqueles que buscam roteiros de aventura e ecoturismo, como a Chapada Diamantina. Ainda no sertão, cresce o enoturismo no Vale do Rio São Francisco, feito até pouco tempo considerado impossível, uma vez que o clima tropical e seco nunca havia sido adequado para o cultivo de vinhedos. Hoje a região já produz 15% do vinho brasileiro, atrás do Vale dos Vinhedos, no Sul, tradicional produtor.

Estado musical – Bahia

A Bahia é um dos estados mais musicais do Brasil. A mistura entre as etnias negra, branca e indígena resultou numa grande riqueza de ritmos e gêneros, como o axé, o samba de roda, o pagode e a própria música popular brasileira (MPB). Até a carioquíssima bossa nova tem entre seus criadores e nomes mais conhecidos um baiano, João Gilberto, que encantou o mundo com seu jeito suave de cantar.

No fim dos anos 1960 surgiu uma geração de intérpretes e compositores que revolucionariam a MPB. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethania e Gal Costa trouxeram uma nova forma de falar da Bahia e das coisas do País. Em paralelo, Os Novos Baianos, grupo composto por Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Dadi, Paulinho Boca de Cantor e outros viveu o auge do movimento hippie, tratando em suas letras de temas como o amor e a liberdade. Na Casa da Música da Bahia, localizada no Parque Abaeté, podem ser encontrados documentos que contam a história da música baiana. O acervo é composto por fotos, livros e instrumentos musicais.

Bahia – Tempero africano

Quando se fala de gastronomia brasileira é impossível não se lembrar de quitutes como o acarajé, abará, caruru, vatapá, a farofa e o mungunzá. São todos pratos de origem africana e eram, originalmente, oferecidos às divindades nos cultos religiosos. Além de escravos, os traficantes que vinham vendê-los no Brasil também traziam para cá pimentas, banana e azeite de dendê. Com o trabalho das africanas nas cozinhas das famílias dos senhores, esses pratos e temperos foram se mesclando a outros de origem portuguesa. Instrumentos como as colheres de pau e as panelas de barro se tornaram comuns. E dessa saborosa combinação nasceu uma mesa cheia de cores, aromas e sabores.

Dados da Cidade de Salvador – Bahia

  • População: 2.676.606 habitantes
  • Área: 693,292 km2 (Salvador)
  • Código de área: 71
  • Tensão elétrica: 110 V

Página oficial da cidade e da Secretaria de Turismo:
SALTUR e Prefeitura

Feriados locais em Salvador

– 2 de julho: Dia da Independência da Bahia
– 8 de dezembro: Dia de Nossa Senhora da Conceição

Centro de atendimento ao turista Salvador

– Saltur: (71) 3176-4200
– Bahiatursa: (71) 3489-9794

Posto para câmbio em Salvador

As casas de câmbio estão disponíveis na cidade, em agências de turismo, no aeroporto e nos shoppings.

A Arena Fonte Nova Salvador

Depois de demolida e reconstruída em padrões modernos, a Fonte Nova foi entregue em abril de 2013. A Fonte Nova está posicionada em um terreno de 116 mil m² e tem uma área construída de 90 mil m². O edifício tem dez níveis e três anéis de arquibancadas (inferior, intermediária e superior). São quatro pavimentos de garagem, outro com vestiários, zona mista e salas para coletivas de imprensa, um nível para circulação geral, um para lounge premium, um para camarotes, além de um patamar para lounge de imprensa e outro para as cabines de TV.

Melhorias nos terminais Salvador

A Matriz de Responsabilidades de Salvador prevê intervenções no aeroporto e no porto da capital baiana. No aeroporto, as obras incluem a ampliação do estacionamento e do pátio de aeronaves, a reforma e adequação do Terminal de Passageiros, além de uma nova torre de controle. O terminal de passageiros ganhará novas esteiras rolantes, elevadores, além de reforma do edifício-garagem. No porto, um novo terminal de passageiros está sendo construído.

Requalificação do entorno da Fonte Nova Salvador

A Matriz de Responsabilidades referente a Salvador prevê duas intervenções de mobilidade urbana no entorno da Arena Fonte Nova. A primeira delas é a articulação do estacionamento da Arena com o sistema viário existente, e intervenções de melhoria no fluxo do tráfego de acesso. A obra inclui dois viadutos e 4,8km de vias. A outra é a requalificação dos caminhos de ligação entre o porto e a Arena Fonte Nova, inclusive estações de metrô.

Metrô em Salvador

Em abril de 2013, foi assinado o Programa de Viabilização do Metrô, que prevê a conclusão e as regras para a administração da Linha 1 do metrô (Lapa a Pirajá) e a implantação da Linha 2 (Paralela a Lauro de Freitas). Também foi assinada a transferência para o Governo da Bahia, da administração da Companhia de Transporte de Salvador (CTS), responsável pelos trens do subúrbio.

A previsão é que o primeiro trecho da Linha 1 seja concluído até a Copa do Mundo de 2014, e o segundo até dezembro do mesmo ano. O governador informou que logo depois da conclusão da Linha 1 do metrô será traçada a Linha 2, que vai ligar a Paralela até Lauro de Freitas.

Entre as atribuições do Governo da Bahia estão finalização da Linha 1, a administração da Estação Pirajá, uma das pontas do metrô, e do sistema metroviário, e a implantação da Linha 2. Já a Prefeitura de Salvador ficará responsável pela administração da Estação da Lapa, outro final de linha do metrô, e administração do sistema de ônibus.

Salvador – A primeira capital

A cidade de Salvador foi a primeira capital do Brasil. Fundada em 1549, desenvolveu primeiramente a produção açucareira. Depois, a localização estratégica possibilitava grandes oportunidades de comércio com a Costa Africana, o Oriente e a Europa, fazendo da cidade importante polo de redistribuição de mercadorias, consolidando o porto de Salvador como o mais importante da colônia.

Após um século de sua criação, Salvador se tornou a segunda cidade do Império português em importância, perdendo somente para Lisboa. Originalmente estava estruturada em dois níveis, cidade alta, concentrando funções administrativas, residenciais e religiosas e cidade baixa, com funções comerciais e portuárias, de acordo com a tradição urbanística portuguesa.

Atualmente Salvador é o terceiro município mais populoso do Brasil e centro econômico do estado, é também porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico. O acervo arquitetônico e paisagístico da capital baiana merece destaque pelo seu excepcional valor cultural e pela sua extensão, possui cerca de três mil edifícios construídos nos séculos XVIII, XIX e XX, o que faz com que a cidade concentre mais da metade dos bens tombados individualmente em todo o Estado.

Nesse contexto destacam-se monumentos da arquitetura religiosa, civil e militar e também templos do culto afrodescendente. O Centro Histórico de Salvador, cujo ícone é o bairro do Pelourinho (foto abaixo), foi considerado como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1985.

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Do ponto de vista cultural, a cidade é marcada pela presença africana, que se reflete na música, dança e na culinária. O Acarajé, que se tornou uma referência para a identidade da Bahia, é atualmente registrado como patrimônio imaterial do Brasil. No centro histórico são muitos os festejos populares, como a festa do Senhor Bom Jesus dos Navegantes e a Lavagem do Bonfim relacionada com o sincretismo religioso entre o candomblé e o catolicismo.

Na dança, destacam-se o Samba de Roda do Recôncavo como Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Bahia, a Roda de Capoeira e o Ofício dos Mestres de Capoeira, uma mistura de dança e luta que tem o reconhecimento da Unesco. Porém, a maior festa popular de Salvador é o carnaval que toma as ruas do Pelourinho e a Praça Castro Alves, sendo um evento internacional.

Dentre as principais atrações na cidade destacam-se os vários locais do conjunto histórico urbanístico e arquitetônico como igrejas e conventos coloniais: Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Carmo, Igreja e Convento de São Francisco de Assis, além do Mercado Modelo, do Elevador Lacerda, do Forte Santo Antonio da Barra. Nos arredores de Salvador, encontram-se ainda as cidades históricas de Cachoeira, São Félix, Itaparica, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, entre outras como Santo Amaro, Candeias, Maragipe e Itaparica.

É possível ter acesso à cidade de Salvador pelas diversas rodovias vindas das várias regiões do país; por via marítima, pelo Porto de Salvador e, acesso aéreo, pelo Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães.

Monumentos selecionados em Salvador

Centro Histórico de Salvador

A cidade de Salvador – à semelhança de Lisboa e do Porto – foi fundada em um sítio que permitia um esquema elementar de defesa, sem impedir seu crescimento linear. A Cidade Baixa – como o Porto – é estreita devida à escassez de espaço entre a colina e o mar. As casas são mais elevadas que na Cidade Alta e, mesmo no século XVIII, se estendiam em fileiras delgadas e estreitas em direção a Itapahipe. Em 1714, desenvolvia-se ao longo da praia, uma rua dominada por sobrados de dois e três andares. Logo depois, surgiram bairros em torno da Sé e da Arruda, seguidos dos bairros de São Bento e Carmo. Em 1985, a UNESCO declarou o centro histórico de Salvador como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Igreja de São Francisco e Ordem Terceira de São Francisco

Em frente à catedral de Salvador, ergue-se a igreja dos frades franciscanos, parcialmente encoberta pelo casario da praça. Erguidos entre os século XVII e XVIII e são consideradas uma das mais singulares e ricas expressões do Barroco brasileiro. A fachada apresenta esculturas e relevos de frutos e folhagens, formando guirlandas. A portada em pedra também é belamente ornamentada. Anexo à igreja, está a Ordem Terceira de São Francisco, de 1703, uma das obras de arte mais surpreendentes do Brasil e única no mundo português. O interior da igreja ainda preserva uma série de azulejos portugueses que retratam Lisboa antes do terremoto de 1755. No Anexo há um pequeno museu com exposição de peças sacras.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia

A monumental igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na cidade baixa de Salvador, foi iniciada em 1739 e consagrada em 1765, embora só totalmente construída em meados do século XIX. A pedra da construção foi a pedra-de-lioz (ou pedra-do-reino, no Brasil), importada de Lisboa, numeradas uma a uma em Portugal e trazidas para a colônia. Em seu interior, no estilo joanino, o barroco tardio português corrente no reinado de D. João V (1706-1750), destaca-se a pintura do teto que obedece à concepção ilusionista barroca de origem italiana de autoria de José Joaquim da Rocha.

Igreja e Santa Casa de Misericórdia

As primeiras referências às obras do hospital datam de 1650. A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, criada para atender aos enfermos, está presente em Salvador desde a sua fundação, em 1549. O primeiro hospital e capela são edificados, com recursos obtidos pelas doações dos colonos, em terreno doado por Tomé de Souza. Instituição formada pela elite da cidade, logo tem condição de ampliar o edifício, que assume características monumentais. No conjunto arquitetônico, tipicamente conventual, é formado pela igreja e os pátios administrativo e hospitalar. No interior do conjunto há um vasto acervo de pinturas, azulejos, mobiliário, alfaias, entre outros objetos.

Catedral Basílica de Salvador

A atual catedral de Salvador é parte do desaparecido convento e escola dos jesuítas, o maior e mais importante do Brasil colonial. Foi construída entre 1652 e 1672. Por todo o seu acervo artístico e sua monumentalidade, é considerada, por vários especialistas, como a mais importante construção sacra do Brasil colonial. A fachada e o interior são em mármore de Lioz, trazido de Portugal já cortado e esculpido. A sacristia tem piso e altares em mármores coloridos, telas de diversos autores seiscentistas, móveis em jacarandá, com encartes em madrepérola e objetos sacros em ouro e prata. Com a saída dos Jesuítas do Brasil a igreja foi abandonada. O convento foi aproveitado como hospital militar, e em 1808, como Escola de Medicina, a primeira do Brasil.

Paço Arquiepiscopal

Localizado na Praça da Sé, foi construído no século XVIII, em torno de um pátio. O prédio possui subsolo e três pavimentos sobre a rua. Considerado um dos melhores exemplos de arquitetura civil do período colonial no país, localiza-se na zona histórica do Pelourinho. O prédio de três pavimentos e quatro corpos de construção foi erguido em torno de um pátio interno. A entrada é marcada por um portal de pedra de lioz portuguesa decorado com um brasão de D. Sebastião Monteiro da Vide, arcebispo de Salvador na época. As janelas dos dois primeiros pisos são de peitoril e o pavimento nobre tem janelas com balcões e grades de ferro. Antigamente havia uma passarela suspensa que ligava o palácio à antiga Sé, demolida em 1933.

Paço do Saldanha

Em 1699 o Coronel Antônio da Silva Pimentel adquiriu e derrubou algumas casas de propriedade da Ordem Terceira do Carmo para a construção do solar.É um dos mais notáveis palácios construídos no Brasil colonial, com destaque para sua portada em pedra lavrada e uma bela varanda, conhecida como Mirante do Saldanha. Na década de 1960, um incêndio destruiu o interior do prédio e danificou o exterior, inclusive a porta monumental. Depois de um longo período de abandono, foi restaurado e hoje abriga o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia.

Paço Municipal (Antiga Casa de Câmara e Cadeia)

Construído entre os séculos XVII e XVIII, o Paço Municipal serve de fundo à mais antiga praça de Salvador, fundada por Tomé de Souza, em 1949, no alto da colina em frente ao porto. Com sua torre sineira, o edifício serviu de modelo a outras construções da administração, como as de Santo Amaro e Maragojipe. Originalmente, no primeiro andar ficava a sala de deliberações do Conselho, sala de audiência dos magistrados, órgãos civis e criminais e sala de leilões públicos. No andar térreo, ficavam duas prisões, sendo a masculina no lado sul e a feminina no norte. O pátio abrigava uma capela dedicada a Santo Antônio, utilizada pelos prisioneiros entre 1690 e 1795.

Solar Amado Bahia

Construído no final do século XIX, em alvenaria de tijolo, o solar tem acesso lateral e está totalmente envolvido por varandas de ferro fundido. Apresenta três pavimentos e ainda conserva a capela com entalhes dourados no primeiro andar. Seu acabamento foi totalmente realizado com material importado. O grande salão apresenta paredes revestidas de espelhos franceses, piso de parquet e teto em estuque com sancas molduradas. Os quartos e ou outros salões têm assoalhos de pinho de riga. Tetos e paredes exibem pinturas atribuídas a Badaró (o pai).

Casa da Quinta do Unhão

O conjunto arquitetônico é formado pelo solar, capela de Nossa Senhora da Conceição, cais de desembarque, fonte, aqueduto, chafariz, armazéns e um alambique com tanques. Na ponte de acesso ao solar existem barras de azulejos de ornamentação barroca, produzidos em Lisboa nos anos de 1770 a 1780. O chafariz, originalmente alimentado pelo aqueduto, é uma peça barroca em arenito escuro, formado por uma carranca de onde jorra a água, e duas conchas superpostas. O interior do solar foi descaracterizado com sua transformação em fábrica de rapé e trapiche.

Casa dos Sete Candeeiros

A denominação da casa dos é devido aos sete lampiões de azeite nela pendurados durante a estadia da corte de D. João VI, em 1808. Esta casa pertenceu aos Jesuítas até a sua expulsão do país, sendo em seguida leiloada. Construída no século XVII, a casa de dois pavimentos e sótão possui portada de verga reta, com brasão em lioz, da família Fonseca Galvão. O pavimento nobre tem salões amplos e capela com urupema, que escondia as moças dos estranhos durante a missa. Os tetos e portas apresentam guarnições de madeira lavrada. A casa, de forma retangular, tem cobertura de quatro águas e se articula com pátio externo elevado e murado. A construção é de alvenaria de pedra e cal, com divisórias do tipo parede francesa.

Fortaleza de São Marcelo ou Forte do Mar

O Forte de São Marcelo está situado na Baía de Todos os Santos e foi construído sobre uma coroa de areia que havia na Baía. A edificação ocorreu em 1623 durante o Governo-Geral de D. Diogo de Mendonça Furtado. Sobre o portal de entrada existe escudo de armas do Império, mutilado após a Proclamação da República, em 1889, onde a coroa monárquica foi substituída por uma estrela de cinco pontas. No dia 29 de março de 2006, o monumento foi aberto à visitação pública, após ter sido transformado no Centro Cultural Forte de São Marcelo, um espaço que abriga um rico patrimônio cultural.

Forte de Santa Maria

O Forte de Santa Maria fica na praia do Porto da Barra, no bairro da Barra, primitivo porto da cidade de Salvador. Constituiu um comando unificado, entre 1624 e 1694, juntamente com o Forte de Santo Antônio da Barra e o Forte de São Diogo, com os quais cruzava fogos na defesa contra a primeira das Invasões holandesas do Brasil. A fachada sul da casa de comando é revestida de telhas, tratamento impermeabilizante encontrado em empenas de sobrados baianos de todo o período colonial. Sobre a porta de entrada há escudo com armas do império. A edificação é em alvenaria de pedra e cal.

Mercado Modelo

Erguido em 1861 para funcionar como Casa da Alfândega, o edifício passou a abrigar o Mercado Modelo a partir de 1971 e mantém a arquitetura neoclássica original mesmo depois de ter sofrido dois incêndios (1969 e 1984). O Mercado Modelo fica no bairro do Comércio, antigo centro comercial de Salvador, em frente ao Elevador Lacerda. Abriga 273 lojas que oferecem a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças da Bahia, contando com tradicionais restaurantes de culinária baiana. Além da feira do artesanato e restaurantes de comidas típicas baianas, tem como atrativo as rodas de capoeira que movimentam a parte de trás da construção.

Elevador Lacerda

Localiza-se na Praça Visconde Cayru, no Bairro do Comércio. Foi construído pelo engenheiro Augusto Frederico de Lacerda, utilizando peças de aço importadas da Inglaterra. As obras foram iniciadas em 1869 e, após sua inauguração, passou a ser o principal meio de transporte entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Inicialmente operando com duas cabines, atualmente funciona com quatro modernas cabines eletrificadas que comportam 20 passageiros cada. Ao longo de sua história passou por quatro grandes reformas e revisões sendo que na segunda, em 1930, foram adicionados mais dois elevadores e uma nova torre que conferiu a atual arquitetura em estilo art déco.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo e Casa da Ordem

A Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Salvador, erguida em 1636, fica ao lado da igreja da ordem primeira, na ladeira do Carmo, centro histórico de Salvador. Trata-se de um conjunto arquitetônico formado por igreja e convento. O edifício atual se desenvolve em torno de dois pátios que compreendem, além da igreja, sacristia, casa de mesa, casa dos santos, ossuário e galerias. Na Igreja se encontra a imagem de cedro do Senhor morto esculpida em 1730 pelo escravo Francisco das Chagas, considerado o Aleijadinho baiano.


Igreja e Casa de Oração da Ordem Terceira do Carmo – Cachoeira

O Conjunto do Carmo se constitui pela Igreja da Ordem Primeira e pela Capela e Casa de Oração da Ordem Terceira, fica na Praça da Aclamação. A Ordem Terceira foi instituída em 1691, funcionando inicialmente em uma das capelas da Igreja do Carmo. Só em 1702 os Irmãos Terceiros começam a construção da sua igreja em terreno doado pelo Gal. João Rodrigues Adorno. A casa de oração é elemento de ligação entre a Igreja da Ordem Terceira e a Igreja do Carmo e caracteriza-se, arquitetonicamente, pelo frontispício com galeria superpostas ambas formadas por arcos abatidos e sustentados por colunas toscanas de seção octogonal.

Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo – Cachoeira

O Conjunto do Carmo, construído no século XVIII, é composto pelo Convento, a Ordem Primeira e a Igreja da Ordem Terceira. O complexo, junto com a Casa de Câmara e Cadeia, compõe o espaço urbano mais importante da cidade de Cachoeira. A construção da igreja e do Convento do Carmo teve início em 1688, seguindo os ditames da contra-reforma: as igrejas deveriam ter uma única nave para que todos pudessem ver o altar-mor e a celebração da missa. A iluminação vem das janelas do coro. No espaço central da capela-mor está a imagem de Nossa Senhora do Monte do Carmo, ladeada por dois santos carmelitas: Elias e Eliseu. Atualmente na igreja também existe um Museu de Arte Sacra.

Paço Municipal – Cachoeira

Construído para ser Casa de Câmara e Cadeia, tem elementos característicos desta tipologia no recôncavo. O edifício na Praça da Aclamação possui planta retangular que se articula com a praça através de escadaria de pedra, em forma de tronco de pirâmide. No térreo localizam-se as celas da cadeia e um pórtico, de onde nasce a escada de acesso ao sobrado. No primeiro pavimento além das instalações da Câmara existem duas salas que serviam como cadeia a presos ilustres. O sobrado é forrado e conserva no seu interior telas dos artistas José Couto e Antônio Parreiras.

Casa natal de Ana Néri – Cachoeira

Nesta casa nasceu Ana Justina Ferreira Nery, pioneira da enfermagem no Brasil, que participou da Guerra do Paraguai. Hoje a casa abriga o Museu Hansem Bahia. Sobrado desenvolvido em dois pavimentos mais sótão. Sua estrutura é constituída de alvenaria mista de pedra e tijolo e pilares internos do mesmo material, que suportam o assoalho superior. Apresenta divisórias internas de pau-a-pique com esteios de madeira de sustentação do trabalho. Este sobrado possui como característica a utilização do pavimento térreo como residência, fato raro para a época da sua construção.

Patrimônio

As baianas de acarajé (foto) são importantes personagens da cultura brasileira, mas é em Salvador, capital do Estado da Bahia, que elas dominam o cenário formado por espaços arquitetônicos, monumentos, ruas e praças.

Para conhecer melhor a história das baianas – além de provar um delicioso acarajé, preparado na hora – os visitantes são recebidos no Memorial da Baiana de Acarajé
Rua Belvedere, Praça da Sé, Centro Histórico, Tel.: 71. 3488.0622.

Neste universo da cultura afrodescendente, a roda de capoeira e seus mestres mostram o canto, o toque dos instrumentos, a dança, os golpes, o jogo, a brincadeira, os símbolos e rituais de herança africana, recriados no Brasil.

Outra manifestação cultural baiana é o samba de roda, dançado pelos sambadores e sambadeiras. A Casa do Samba de Roda funciona no Solar Subaé, em Santo Amaro
Rua do Imperador, Nº 1, Tels.: 75. 9134.9127 e 9147.8507.
Santo Amaro está localizada a, aproximadamente, 75 km de Salvador.

Fontes: Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Portal do Iphan e Portal da Copa