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Dia da Família – 08 de Dezembro

dia da família

O título do dia é um só: Dia da Família. Entretanto, o significado é múltiplo. Não seria exagero dizer que há tantos significados para Dia da Família quanto há pessoas no Planeta. O dia é 08 de dezembro, mas, assim como no caso do Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia dos Irmãos, diz-se que o dia da família são todos aqueles compreendidos entre 01 de janeiro e 31 de dezembro.

O interessante disso é que os significados mais fortes e mais expressivos vêm daqueles que não têm família. Já pensou nisso? Isto é, já pensou como seria o mundo sem família?

O Dia da Família também é tido como “Dia Internacional das Famílias”. Isso é fato porque a maioria dos países celebra esse tema no mesmo dia, mas diferente da data no Brasil: 15 de maio.

E você? O que é “família” na sua opinião? Acha possível que o esse dia substitua o Dia das Mães e o Dia dos Pais? Conhece histórias comoventes sobre postura de família?

Veja isso logo abaixo.

História do Dia da Família

O dia da família deve ser celebrado com muito amor envolvido.
O dia da família deve ser celebrado com muito amor envolvido.

Fora dos âmbitos técnicos (veja mais sobre isso nos capítulos abaixo), as pessoas costumam ver “família” como conjunto de indivíduos que se protegem, se cuidam e se amam mais que a outros que não sejam considerados seus membros.

Atualmente, a ideia de família está muito mais ampla que a de algumas décadas atrás. Até então, era tida apenas como o grupo de pessoas constituído por pais e filhos e, havendo avós, estes também era incluídos; eventualmente, era possível incluir tios, primos etc.

Hoje, aceita-se naturalmente a ideia de “família” como grupo formado por dois pais ou duas mães e seus eventuais filhos adotivos.

Confusão de datas

Talvez não haja momento para se homenagear um fato ou situação mais confuso que o momento de celebrar a existência de “família”. Há diversas datas tidas como Dia da Família.

Nesse caso, convém esclarecer o seguinte:

  • 15 de maio – Dia Internacional das Famílias criado pela ONU
  • 24 de Abril – Dia da Família na Escola instituído pelo MEC
  • 08 de dezembro – firma por Decreto no Brasil

Este artigo trata de cada um deles logo abaixo.

Origem do Dia da Família no mundo

O dia da família no mundo é celebrado no 15 de maio.
O dia da família no mundo é celebrado no 15 de maio.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas reconheceu oficialmente o dia 15 de maio como Dia da Família em reunião de 20 de setembro de 1993. No ano seguinte, a data já foi celebrada pela primeira.

Desde então, em várias partes do mundo, há conferências, celebrações, festividades e concursos para que as sociedades tenham oportunidade para discutir e idealizar projetos para o futuro da instituição familiar.

Em verdade, a ONU intitulou o momento como “Dia Internacional das Famílias”, no plural. Foi estratégia para que a ideia abraçasse mais ainda todos os tipos de famílias existentes atualmente. Segundo texto da ata de constituição, há vários objetivos para que a data fosse instituída:

  • Destaque da importância da família na sociedade
  • Identificação e destaque do caráter básico da família na educação das crianças
  • Divulgação da ideia e de mensagens de união, respeito e fraternismo como elementos claros e básicos do relacionamento de todos os componentes de uma família
  • Conscientização dos cidadãos a respeito dos direitos e responsabilidades das famílias
  • Alerta, sensibilização e condicionamento dos cidadãos para as importantes questões sociais que fazem o dia a da das famílias, como demográficas e econômicas que, por si, estão interligadas
  • Fazer as sociedades acompanharem as alterações dos conceitos sobre família que, atualmente, apresentam diferenças em relação a conceitos de décadas anteriores

Dia da Família no Brasil

O dia da família no Brasil é celebrado no dia 24 de abril.
O dia da família no Brasil é celebrado no dia 24 de abril.

O Brasil sempre se mostrou a si mesmo como sociedade marcada por forte religiosidade católica e, atualmente, evangélica. Nesse cenário, sendo o tem “família” bastante ligado a conceitos religiosos, é de se esperar que o Dia da Família tenha destaque.

Tanto que, por aqui, a importância da família é celebrada há várias décadas. Em outubro de 1983, o presidente João Goulart assinou o Decreto de Lei nº 52.748 para definir o dia 08 de dezembro como sendo o Dia Nacional da Família.

Para associar à religiosidade, o dia escolhido também comemora o Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Por isso, até pouco anos atrás, o Dia da Família era também feriado religioso oficial; no entanto, tornou-se apenas data comemorativa em muitos municípios e ponto facultativo em outros.

Os elos religiosos se constroem porque a Igreja Católica Romana celebra no mesmo dia a vida da Mãe de Jesus. A festividade dá início ao ano litúrgico, que começa a preparar os católicos para o Natal. Nesse sentido, é o ato fenomênico da Anunciação que é celebrado.

Assim, o Dia da Família no Brasil se dedica a festejar o símbolo maior de uma família: Pai, Mãe e Filho na imagem de José, Maria e Jesus.

Por outro lado, o Ministério da Educação – MEC resolveu instituir o dia 24 de abril como Dia da Família na Escola. Nesse dia, a escolas de todos os níveis são convidadas a desenvolver atividades relacionadas às famílias.

O lado técnico do Dia da Família

Existe um lado técnico no Dia da Família.
Existe um lado técnico no Dia da Família.

Mesmo as questões mais sentimentais podem ser observadas pelo olho frio do tecnicismo. Às vezes, não apenas podem como precisam ser assim observadas. É o caso de algumas questões jurídicas. Nesse universo de Leis, o termo “família” precisa estar muito bem definido para que juízes tomem determinadas decisões.

Questões jurídicas

Em termos jurídicos, “família” pode ter sentido genérico e biológico. É um conjunto de seres com origem biológica no mesmo tronco ancestral. Por outro lado, em sentido mais estrito, o termo “família” limita, identifica grupo de seres formado por pais e filhos devidamente nomeados por documentação oficial.

Já num sentido mais amplo, “família” é identificada como “célula social” por excelência, tendo-se ideia de “célula” como “menor unidade social possível”. Ou seja, menor que “família”, somente o “indivíduo”. De certa forma, atualmente, diz-se que a “conjunto de dois ou mais indivíduos unidos por laços sentimentais se traduz por “família”.

Já outros juristas preferem observar a questão por conceito menos complexo. Dizem ser grupo formado por todas as pessoas ligadas por vínculos de sangue. Isto é, todas as pessoas nascidas num tronco ascendente comum. Nesse caso, por essa visão, seria um agrupamento de pessoas com laços consanguíneos, não necessariamente apenas pais e filhos.

Visão diferente sobre família

Há ainda outra corrente de estudiosos jurídicos que chega a incluir pessoas sem laços sanguíneos no termo “família”. Para estes, basta que haja alguma espécie de afinidade sentimental ou prática. Alegam que, afinal, um chefe de família em total controle das faculdades mentais pode querer incluir oficialmente estranhos em sua família a fim de que este tenha direitos sobre heranças, por exemplo.

Nesse caso, sendo que a Lei aceita essa inclusão, esse indivíduo é considerado “membro de família”, ainda que não haja laços biológicos.

Como se vê, compreender perfeitamente o significado do conceito de “família” é difícil. Pelo menos pela ótica jurídica. Ainda bem que a vida não se limita a questões jurídicas e, assim, a gente pode definir esse conjunto fantástico de seres de muitas outras maneiras.

Maneiras menos frias.

Questões psicológicas

A Psicologia caracteriza “família” como núcleo elementar da sociedade, ou seja, uma instituição basilar. É basilar (básica) porque se trata do primeiro grupo de relações em que os componentes – os indivíduos cidadãos, no caso – interagem por um único objetivo ou por diversos fins.

Ao longo da história humana, foi essa conformação social mínima – família – que começou a constituir construção dos grupos sociais externos. Isto é, o desenrolar da história comprova que, até a atualidade, não houve sociedades não formadas por “famílias”.

Entretanto, a intenção da ONU (veja capítulo acima) ao criar um dia internacional para celebrar a instituição familiar tem razões comportamentais. Ou seja, procurou destacar a necessidade de entender, analisar e discutir os problemas e transformações que essa “célula social” vem apresentando desde o século XX.

Questões sociológicas

As duas guerras mundiais deixaram marcas visíveis nas sociedades de todo o Planeta. Contudo, são as marcas não perceptíveis que parecem definir melhor a hediondez daqueles momentos. Foram a óbito dezenas de milhões de pessoas.

Jovens soldados, oficiais experientes, cidadãos em geral morreram nas guerras e nos conflitos civis regionais que se seguiram durante a Guerra Fria. Tudo isso resultou em profundas alterações na composição social. Um desses resultados foi envelhecimento da população.

A paralelo, o ritmo de vida profissional e social pós-guerra se intensificou e acabou gerando comportamento extremamente diferente de antes. Houve alterações no sistema e nas relações do trabalho, na oferta de tipos de habitação (apartamentos), na tecnologia como um todo, nas relações virtuais, dentre outras.

Por que um Dia da Família

O dia da familia deve ser celebrado em todos os âmbitos e tipos de famílias.
O dia da familia deve ser celebrado em todos os âmbitos e tipos de famílias.

Além desses efeitos todos, o indivíduo passou a ver sua vida em sociedade de maneira mais pessoal, assumindo seu papel real com erros e acertos. O problema é houve mais erros que acertos e, assim, mais gravidezes precoces, mais crianças abandonadas, maior incidência de alcoolismo, de dependência química e de violência doméstica.

Tudo isso contribuiu – e contribui – para afastamento cada vez mais intenso entre as camadas geracionais, avós e pais e filhos. Eis, então, um dos mais fortes motivos para que a entidade mundial criasse a data. Tanto que, em 2018, o tema das celebrações foi “Famílias e sociedades inclusivas”.

Dia da Família – jeitos atuais

Para você ter ideia de como o conceito de “família” tem se alterado ao longo das décadas, diversas escolas no Brasil têm optado por contemplar mais o Dia da Família que propriamente o Dia das Mães e especialmente o Dia dos Pais.

Esse fenômeno tem sido motivo de discórdia. Muitas instituições de âmbito religioso não aprovam a estratégia apontada por psicopedagogos. Estes alegam que a quantidade de famílias sem a figura paterna aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Já em relação ao Dia das Mães, as celebrações feitas em horário comercial, desde há alguns anos, mostram ausência da figura materna porque a mãe não pode deixar o trabalho. De certa maneira, os filhos cujas mães não participam se sentem marginalizados perante os poucos amiguinhos cujas mães estão presentes.

Nesse cenário, muitas escolas celebram Dia da Família em substituição ao Dia das Mães e Dia dos Pais. Alega-se que:

  • Há menos crianças e pré-adolescentes vivendo em famílias tradicionais, ou seja, com com o pai e com a mãe
  • Outros têm família formada apenas por pai e irmãos ou por mães e irmãos
  • Ainda, há crianças vivendo apenas com a figura da avó e avô, ainda que residam também com a mãe
  • Há famílias em que o padrasto ocupa a lacuna do pai
  • Existem ainda famílias formadas por filhos adotados por casais homoafetivos

Nesse contexto, as celebrações às mães e aos pais têm se tornado momentos de ausência dos progenitores. Entretanto, homenageando-se a família, sempre há um represente presente.

Histórias de famílias para o Dia da Família

Existem várias histórias diferentes que cabem ser celebradas no dia da família.
Existem várias histórias diferentes que cabem ser celebradas no dia da família.

A vida é plena de exemplos de confirmação da importância da família no dia a dia dos indivíduos. Atualmente, com tantos meios de comunicação fácil, infelizmente a parte negativa de humanidade tem usado redes sociais para propagar ódio, segregação, espinhosidade comportamental.

Em contrapartida, outra parte – pequena ainda, mas em crescimento – tenta mostrar o lado bom da humanidade. Dentre muitas demonstrações, há milhares de histórias estimulantes sobre a postura de famílias perante percalços ou em apoio à realização de sonhos.

Publicidade do amor

Há alguns anos, uma instituição voltada a atendimento a crianças com câncer lançou campanha para conscientização pública sobre a doença. Um vídeo ganhou o mundo e emocionou os corações mais frios que eventualmente assistiram às cenas.

Uma linda menina de mais ou menos 4 anos, com bela cabeleira, está sozinha em seu quarto aparentemente sem nada pra fazer. De repente, parece ter ideia e corre a apanhar uma tesoura. Diante do espelho, começa a cortar o próprio cabelo.

A cena é intrigante, pois é bastante real. Ela está mesmo cortando os próprios cabelos. Nesses momentos, quem assiste se surpreende. Então, a menininha ouve barulho de porta se abrindo e corre para receber quem entra.

À porta, seu pai e sua mãe estão acompanhando o filho, um pouco mais velho que a menina. O garoto usa um boné. Diante do semblante pasmo dos pais e do irmão ao verem a cabeleira destruída, a menininha sorri. Seu sorriso é leve, tranquilo; seu olhar é meigo, suave, pleno de amizade e carinho.

A parte frontal da camiseta que a menina usa serve de recipiente para a mais bela demonstração de amor de um membro de família por outro: seus cabelos cortados. Ela apanha um chumaço de cabelo e oferece ao irmão. É nesse momento que o garoto se ajoelha diante dela, tira o boné que protegia a cabeça pelada e o coloca sobre a cabeça da irmã.

Em seu amor ingênuo, a irmãzinha quis compensar a queda de cabelos do irmão provocada por quimioterapia.

Então é isso. Você certamente já teve alguma experiência de demonstração de amor e carinho envolvendo sua família ou uma família conhecida. Por que você não registra esses momentos nos comentários logo abaixo? E que tal mostrar sua opinião sobre a ideia de “família”?