Menu fechado

Dia do Beijo – 13 de abril

dia do beijo

Em princípio, beijar é um ato simples, desses que se fazem até inconscientemente, como um hábito, um costume. Entretanto, a coisa não é assim fácil. Pelo menos no sentido lógico e não sentimental. Aliás, o Dia do Beijo, 13 de abril, serve também para compreender algumas situações que envolvem o ato.

O dia não foi criado apenas para beijar. Ou seja, existindo uma data específica, o Dia do Beijo, fica evidente que talvez “haja muito mais coisas entre o céu [da boca] e a terra [do conhecimento] do que supõe nossa vã filosofia [da sensualidade]”.

Bem, há três ângulos sob os quais podemos analisar – e apreciar – o beijo. A visão sentimental, ou seja, romântica; a visão científica, ou seja, prática; a visão religiosa, ou seja, mística. Aí, nossos leitores perguntariam:

– “Mas o que há de científico no beijo? Por que eu preciso conhecer a visão religiosa do beijo?”.

Você vai assimilar os motivos e, consequentemente, as respostas para tais perguntas, ao longo da leitura do texto. O que a gente já pode adiantar, por exemplo, é que o beijo não transmite o vírus da Aids. Portanto, esse é um lado científico do beijo que todos precisam saber.

O fato é que, quando se fala em Dia do Beijo, todos pensam imediatamente em beijo sensual, em sensualidade. Entretanto, essa também seria uma questão a ser desvendada. Afinal, há diversos motivos e tipos de beijos. Todos eles celebrados no Dia do Beijo.

Por que foi criado o Dia do Beijo

O dia do beijo é celebrado em 13 de abril.
O dia do beijo é celebrado em 13 de abril.

O ano em que o Dia do Beijo foi criado ainda é tema controverso. Não há registros históricos, mesmo atuais, que referenciem a data exata. Sabe-se apenas que é em 13 de abril. Assim, quando não se sabe a origem dos fatos, o cérebro humano inventa. Isso é natural.

Lenda do beijoqueiro italiano: base para o Dia do Beijo?

Assim, há uma lenda que diz ter havido um jovem italiano chamado Enrique Porchelo (ou Porchello ou ainda Porchetto). Sua fama era de beijoqueiro. O hábito do rapaz era sair pelas ruas e beijar quem quer que fosse, incluindo homens e mulheres comprometidas.

Registros não oficiais dizem que ocorreu algo inusitado na vida rapaz em 13 de abril de 1882. Daí teria saído a ideia de se criar o Dia do Beijo nesse mês. E o fato inusitado está descrito abaixo.

Claramente, o clérigo da região não gostou nem um pouco de haver um tal meliante causando embaraços a seus pupilos. Por mais que conversasse com o beijoqueiro, não conseguia demovê-lo do “vício”. (Aliás, há estudos que comprovam que o beijo vicia; veja mais sobre isso neste texto.)

O religioso até mesmo ameaçou excomungar o “pecador”. Nem isso solucionou o problema. Assim, resolveu pôr um fim na situação oferecendo recompensa, um prêmio mesmo, à mulher que comprovasse nunca ter sido beijada pelo inoportuno. Dessa maneira, pretendia arruinar a reputação do rapaz e fazê-lo parar.

Diz a lenda, ainda, que o prêmio está guardado até hoje no subterrâneo de alguma igreja. Ou seja, nenhuma mulher deixou de ser beijada por Porchello.

Bem, se isso é mito ou não, é possível que jamais saibamos. Porém, convém lembrar que toda lenda tem um cunho, uma base de verdade. E essa verdade ou esse mito acabou sendo fundamento para criação do Dia do Beijo.

O beijoqueiro real brasileiro: outra base para o Dia do Beijo?

Há poucas informações sobre o paradeiro atual de José Alves de Moura, o “beijoqueiro brasileiro”. Também não se sabe muito sobre seus motivos ou quando começou a beijar todo mundo.

Muitos dizem que sua postura era resultado de problemas mentais adquiridos após pancada na cabeça. Moura teria sido assaltado e, assim, agredido com coronhada em 1966. O fato é que se tornou a pessoa mais inconveniente há algumas décadas.

E nem era brasileiro, mas português da freguesia de Baguim do Monte, cidade de Gondomar. Chegou ao Brasil com 17 anos. Dizem as más línguas que foi para fugir do serviço militar daquele país. Instalou-se na cidade do Rio de Janeiro. Lá, trabalhou como comerciante, empresário de futebol e motorista de táxi.

Foi apelidado de Serial Kisser pelo cineasta Carlos Nader e de Beijoqueiro pela imprensa. Sua postura acarretou também problemas, não apenas fama. Foi demitido porque os clientes não queriam seu táxi; sua esposa o abandonou depois ter sido chamado de homossexual.

Sua primeira “vítima” foi Frank Sinatra em um show no Maracanãzinho. Depois, conseguiu beijar Roberto Carlos, Tony Bennett, Paulo Sérgio, Leonel Brizola, Sarah Kubitschek, Roberto Dinamite, Garrincha, Falcão, Zico, dentre outros muitos.

O primeiro beijo do mundo

Há questões que nem mesmo as mais profundas pesquisas dos mais renomados cientistas são capazes de responder. O primeiro beijo da história da humanidade é uma dessas questões. Seria interessante, pois, assim, o Dia do Beijo teria também uma explicação mais adequada.

Porém, é possível se basear em escrituras, relatos e peças antigas a fim de se conhecer a origem do ato. E, portanto, a origem do Dia do Beijo. Parece que esses tais primeiros registros estão nos livros sagrados indianos, os chamados Escritos Sânscritos.

Esses textos foram escritos há pelo menos 2500 anos. Trechos relatam um beijo simples, dado por alguém nos lábios de uma jovem linda a quem deveria se unir.

É também na Índia que está o primeiro registro visual de um beijo que, aliás, poderia muito bem ter sido motivo para o Dia do Beijo. Trata-se de figuras de 2500 anos que retratam duas cabeças encostadas pela boca nos templos de Khajuraho.

Dia do Beijo ao longo do tempo

Na Grécia Antiga, o beijo nada tinha de romantismo. (Ou seja, eles jamais teriam um Dia do Beijo.) Afinal, o ato de beijar era exclusivo entre homens. E manifestavam todo tipo de situação: carinho, sensualidade, amizade, fraternidade etc.

Assim, havia beijos também nas relações hierárquicas e não apenas sociais. A depender do nível social dos súditos, estes beijavam os pés do imperador/faraó; poucos tinham autorização para beijar seus lábios.

Ao que tudo indica, foram os romanos que levaram o hábito do beijo a outros povos. Afinal, durante as guerras e conquistas territoriais, seus hábitos foram sendo introduzidos no dia a dia dos derrotados. Um deles foi o beijo.

Quase se pode dizer que foram os romanos os criadores do Dia do Beijo.

Bem mais tarde, os monarcas D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II recebiam beijos dos pleiteantes de algum favor ou afago social. Era o chamado “Dia do Beija-mão”. Um dia qualquer era determinado para que súditos fizessem pedidos aos soberanos.

O beija-mão foi instituído por D. João VI e seguido pelos outros. Assim, nesse dia, todos que comparecessem à sala real deveriam beijar a mão do monarca antes da reivindicação. Fosse quem fosse: nobres, camponeses e também escravos.

O Dia do Beijo e a Religião

O dia do beijo é ecelebrado em sinal de devoção na Antiguidade.
O dia do beijo é ecelebrado em sinal de devoção na Antiguidade.

Na antiga Mesopotâmia, os devotos dos deuses enviavam beijos para os céus em sinal de adoração, devoção e respeito. Esse tipo religioso de manifestação descreve bem a importância do beijo. E, atualmente, a importância do Dia do Beijo.

Religiões antigas tinham o beijo como elemento de rituais importantes, ainda antes do próprio Islamismo e do Cristianismo. O celebrante do judaísmo antigo beijava o Torah como símbolo de respeito. Durante o batismo – e isso se estendeu ao Cristianismo posteriormente -, o batizador beijava o batizado após a cerimônia.

A vida dos profetas em geral é plena de situações de beijos ritualísticos. José teria beijado Jacó como manifestação de seu apreço; discípulos beijavam Paulo etc. Esse hábito foi sendo absorvido pelos costumes e fiéis passaram a beijar estátuas de santos como veneração.

Estudos revelam que o ato do beijo existiu nas sinagogas hebraicas antigas. Servia como atestado de pactos, acordos e contratos de harmonia. Dessa maneira, hostilidades eram esquecidas e um tempo de harmonia se iniciava.

Interessante: quem fez as perguntas descritas no início deste artigo pode, agora, dimensionar a importância de se conhecer outras facetas do ato de beijar. E, assim, compreender melhor também a importância do Dia do Beijo.

O beijo nos rituais atuais

Há comunidade atuais que ainda mantêm tais rituais. O “beijo no Papa” é forte exemplo disso.

Este obedece a certos níveis hierárquicos usados pelos imperadores e faraós mencionados acima. Fiéis em geral beijam o anel do chefe-mor católico; bispos e cardeais podem oscular (beijar) suas mãos e, sendo uns destes mais próximos, podem beijar o rosto.

Porém, o Papa Francisco tem contrariado esse hábito, exceto em ocasiões especiais em que não se pode contradizer a tradição e ele recebe beijos nos pés, no anel, nas mãos. Mas bispos e cardeais ainda fazem questão de seguir esse rito antigo, recebendo beijos do fiel em geral em seus anéis e túnicas.

Por outro lado, mesmo no contexto atual da religiosidade, o beijo é tema controverso, mas comum. Há comunidades chamadas esotéricas cujos membros se reúnem em determinados dias. Nesses momentos, recebem o nascer com “abraços e beijos” e se despedem dele pôr do sol também assim.

Beijos, beijos e mais beijos

Isso acontece também em diversas comunidades católicas. Há muitas sociedades em que o ato de beijar a cruz é obrigatório durante certas situações. Assim, testemunhas de crimes beijam uma cruz antes do pronunciamento; profissionais beijam manuais e também a cruz durante diplomação etc.

Nessas comunidades, fiéis ainda beijam suas cruzes durante oração. Ou, ainda, durante pedidos de graça, de milagre, de apoio psicológico, como uma espécie de ato sagrado. E ato do beijo é também costume nas câmaras de vereadores em cidades dos interiores dos países católicos. Os parlamentares beijam bíblias, cruzes e outros objetos veneráveis.

Padres escoceses beijavam as noivas ao fim das cerimônias de casamento. Diziam os costumes da época que o beijo sacro levava felicidade do casal. Assim, sem o beijo, era quase certo de que haveria alguma desgraça futura. Na festa, a noiva desfilava pelo salão beijando os homens, que lhe davam dinheiro em troca.

O Dia do Beijo e a Ciência

As ciências humanas também pesquisam o ato de beijar. Talvez seja boa maneira para se compreender melhor o porquê de existir o Dia do Beijo.

Dia do Beijo: sinal de respeito

O beijo é também sinal de respeito. Desde muito tempo, é usado para expressar respeito por nobres, santos, altares, deuses, estátuas etc. Posteriormente, esse hábito chegou até os reis, rainhas, imperadores, religiosos.

Beijos eram dados em mãos das mulheres quando apresentadas a um homem ou quando se reviam em recepções. Aliás, até hoje há certos níveis sociais em que esse hábito se mantém.

Interessante: apenas como dica, saiba que as regras de etiqueta dizem que o homem deve beijar apenas a mão de senhoritas; sendo a mulher casada, deve apenas aproximar os lábios de suas mãos. Essa regra é também prescrita em relação às rainhas (mesmo as atuais) e governantes.

Dia do Beijo: sinal de lealdade

O costume de beijar os pés dos superiores era comum em algumas regiões. Súditos se jogavam aos pés dos governantes durante sua passagem em sinal de lealdade e humildade. Ou, então, apanhavam com a boca literalmente a poeira de seus passos.

Lamentavelmente, ainda hoje existem comunidades que assumem essa postura. É conhecido, controverso e intrigante um vídeo que circula na internet. Nele, a autoproclamada bispa, Ingrid Duque (Rio de Janeiro), está sentada em uma espécie de trono colocado num palco.

A sua frente, fiéis são instigados em fila a tocarem ou beijarem seus pés. Quem se deixar levar pela aclamação geral, precisa deixar dinheiro em recipiente aos pés da chamada bispa.

O vício do beijo

Acima, mencionamos o “beijoqueiro italiano”. Dissemos que o rapaz tinha alguma espécie de vício de beijar. A ciência explica esse fenômeno. Trata-se de efeito da dopamina, substância neurotransmissora produzida na área central do cérebro.

Quando uma pessoa está beijando, o cérebro produz mais quantidade desse hormônio. Ele funciona como ativador cerebral. Ocorre que é a mesma substância encontrada em quantidade exagerada no cérebro dos viciados em drogas ilícitas e perigosas.

Esse neurotransmissor provoca sensação de desejo e bem-estar por recompensas associadas a novas experiências. Daí o motivo porque algumas pessoas procuram beijar muito e parceiros/parceiras diferentes a fim de se sentirem recompensados.

Os músculos do beijo

Segundo estudos científicos, o ato de beijar exercita – ou, pelo menos, movimenta – dezenas de músculos do corpo. A maioria deles, se encontra na língua. Outra centena de músculos de outras regiões corporais é também acionada durante o beijo.

Daí também a importância do Dia do Beijo em que teoricamente as pessoas se beija mais, é ou não? Aliás, esse estímulo muscular é benéfico até para a pele do rosto, segundo estudos dermatológicos.

O cheiro do beijo

Quando duas pessoas se beijam, outros sentidos entram em ação e não apenas o tato. O olfato é extremamente importante. Esse é um dos motivos pelos quais algumas mulheres repelem certos parceiros depois de um beijo.

Seu inconsciente recusa a experiência com o tipo de cheiro corporal ou do hálito. E isso nada tem a ver com falta de higiene do parceiro. É fenômeno ocorrido no interior do cérebro feminino.

Por outro lado, esse processo também acontece em cérebros masculinos, mas com menor frequência. Tem a ver com seleção natural inconsciente, pois é uma das maneiras que o cérebro tem para avaliar o estado da futura prole.

O instinto do beijo

Se vocês nos permitem um jogo de palavras, diríamos que “ciências humanas não são exatas”. Assim, por mais pesquisas que se faça, ainda não é possível definir como nasceu o hábito de beijar. Ou seja, a verdadeira base para o Dia do Beijo.

Entretanto, é possível imaginar que esse costume seja hoje produto ancestral. As fêmeas adquiriram o instinto de mastigar comida antes de dar aos filhotes. Certamente, isso facilitava a degustação por parte deles.

Sendo o alimento essencial para sobrevivência, o DNA ancestral foi associando o fato de existir ao ato de encostar os lábios. Assim, esse contato entre os lábios foi sendo tatuado no gene até nossos dias.

Um grande motivo para existência do Dia dos Namorados.

O beijo esquimó

Dizem os exagerados que os maridos esquimós emprestam suas esposas para os visitantes. Isso seria para troca de calor corporal como forma de consideração para com o visitante. Certamente isso é lenda, mito. Ainda bem.

Em verdade, o mito nasceu de um hábito real do povo dos extremos do Planeta. O nariz é praticamente a única parte do corpo que não está coberto por conta do frio intenso, Nesse caso, é, digamos, o que sobra para demonstrar carinho e afeto. Portanto, eles encostam os narizes como forma de beijo de cumprimento, de boas-vindas.

Dessa maneira, como seria o nome do Dia do Beijo para os esquimós? Que tal dar sua sugestão na área de comentários logo abaixo após ter este artigo até o fim?

Dia do Beijo em favor da saúde

A ciência comprovou há alguns anos que beijar faz bem à saúde. O ato induz à produção de neurotransmissores, como a gente comentou acima. E também de hormônios como a endorfina.

Esta substância produz a sensação de prazer no cérebro. Portanto, é excelente combatente do estresse, da depressão, problemas de imunidade, dentre outros males.

Por outro lado, o corpo masculino recebe estímulo de produção da oxitocina. Este leva o homem a criar laços reais, comprometimento certo. Além disso, durante o ato, a saliva masculina leva certa quantidade de testosterona para a mulher. Isso induz a aumento no prazer e na consequente necessidade sexual.

Entretanto, é bom que se saiba que o contato entre as salivas produz troca de milhares de bactérias. Contudo, a maioria delas é inofensiva.

Nomes dos tipos de beijos

Ei, você pode complementar a lista abaixo. Deixe sua sugestão na área de comentários.

  • Esquimó: esfregam-se as pontas do nariz
  • Perua: nada de toques. Apenas sons e movimentos da cabeça
  • Aspirador de pó: daqueles que suga a saliva
  • Boca de Siri: boca fechada para a língua do parceiro/parceira não entrar
  • Borboleta: os cílios são encostados e o casal pisca os olhos
  • Chinês: é o chamado beijo com inspiração de cheiro do parceiro
  • Conde Drácula: deixa marcas no pescoço e bochechas
  • Cosquinha: a ponta da língua passa pelo céu da boca do parceiro/parceira
  • Francês: é o chamado beijo de língua
  • Técnico: beijo nas artes cênicas, sem emoção sentida, apenas mostrada
  • Italiano: beijo de língua nas bochechas
  • Japonês: beijo masculino na nuca feminina
  • Liquidificador: movimentos circulares dos lábios e língua nas orelhas
  • Metralhadora: beija-se todo o corpo do parceiro/parceira
  • Peixinho: selinho dado com biquinho nos lábios
  • Reticências: beijinhos complementares após o beijo principal
  • Selinho: os lábios se encostam levemente
  • Titanic: espalha-se saliva no rosto do parceiro/parceira
  • Vaivém: mordiscadela na língua do parceiro/parceira com movimentos de vaivém
  • Beijo de Tia: encostam-se as bochechas e fazem-se biquinhos

Então, é isso. Na região onde você mora, pode haver outras curiosidades e informações sobre o Dia do Beijo. Nesse caso, complemente este artigo com suas informações. Ou deixe sua opinião sobre o texto acima.