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Feriados em Roraima

Apesar de ser estado jovem, pois foi constituído por decreto há menos de três décadas, há muitos motivos para existir feriados em Roraima. Suas histórias antiga e recente são plenas de fatos intrigantes e demonstração de bravura.

O território foi motivo de muitas disputas por parte de conquistadores europeus enviados por seus governos. Por si, já seriam eventos para feriados em Roraima. Isso foi ainda na época em que o Brasil era colônia de Portugal.

Nesse cenário, a Coroa Portuguesa precisou expor seu estado bélico para defender aquela região também. Mas não sem antes demonstrar certa indiferença em relação aos custos-benefícios das ações. Porém, o território permaneceu em limites brasileiros por meio de muitos conflitos e batalhas.

Isso é interessante porque o estado de Roraima é um dos poucos que passaram por todas as categorias federais: município, território e finalmente estado.

A palavra “roraima” deriva de alguns conceitos indígenas ainda meio controversos. “Roro” ou talvez “rora” pode significar “verde”. Já “imã” traduz a ideia de “serra”, “monte” do idioma ianomâmi. Assim, “roraima” teria o sentido de “monte verde”. Ou seja, bem compatível com a paisagem natural da região.

Palco de disputa

A região onde hoje é o estado de Roraima tem história conturbada. É recheada de disputa por diversas nações, além de conflitos internos por motivos dos mais variados. Houve invasão, houve ações de defesas, houve problemas políticos de toda monta.

Desde a época do Brasil Colonial, a região sofreu com desatenção por parte da Coroa Portuguesa. De certa maneira, isso é explicável por questões geográficas. Estando completamente interiorizada em território brasileiro e distante da então capital, Rio de Janeiro, os governos coloniais pouco se interessaram em desbravar e explorar o local.

Afinal, a gestão europeia queria, precisava e era praticamente obrigada a se preocupar com os grandes centros urbanos, comerciais e alfandegários da colônia. Nesse contexto, holandeses, espanhóis e ingleses percebiam a lacuna existente entre a Coroa Portuguesa e as necessidades da região.

E também o potencial, claro. Assim, empreenderam diversas tentativas de tomar o território como um todo. Mas as forças portuguesas conseguiam sempre “acordar do marasmo” e agir de forma dura contra os invasores. Com isso, houve eventos sangrentos.

Por outro lado, o trabalho do grande advogado pernambucano, Joaquim Nabuco, foi crucial para manter o território sob domínio português no século 19.

Bem, parece que a forma de gestão não mudou muito em relação ao fator atenção federal. Até os dias atuais, Roraima continua sofrendo com desinteresse por parte de Brasília. Esse fato é divulgado na mídia, sentido pelo governo e lamentado pela população.

Veja aqui outros detalhes que podem originar ainda mais feriados em Roraima.

Feriados em Roraima: o estado

De certa maneira, o desinteresse por parte da Coroa Portuguesa em relação à região era meio estratégico. É o que alegam alguns historiadores.

Afinal, a região era vista pelas autoridades como espécie de barreira geonatural contra invasões vindas da Venezuela. Pelo outro lado, estava bem adentrado na geografia da Colônia, o que dificultava muito as ações invasivas pelo sul ou pelo leste.

Portanto, evitar atividades na região poderia ser interessante, pois assim não chamariam a atenção de nações inimigas. Contudo e por outro lado, os diversos tratados que conduziam a política externa da época levaram evidência à região. Era território demarcador das fronteiras da colônia portuguesa das colônias espanholas.

Mesmo assim, holandeses e espanhóis acabaram chegando ao local. E chegaram a gerar algumas aldeias em localidades esparsas. Dadas as dificuldades de comunicação da época, as notícias de invasão foram anunciadas à Coroa Portuguesa somente em 1775.

As estratégias de defesa

Um engenheiro alemão foi nomeado pela Coroa como comandante de expedição de guerrilha para expulsar os invasores. Capitão Phelippe Sturm, o comandante, não teve grandes problemas para sair vitorioso. Foi somente a partir disso que os portugueses resolveram agir em definitivo.

Assim, construíram uma barreira clara, o Forte São Joaquim. Além disso, instalaram comunidades indígenas como forma de ocupação efetiva do local. As margens do rio Tacutu, no encontro com o Uraricoera – que é onde se forma o maior e mais importante rio do local, o Rio Branco, viu-se colonizada de um dia para outro.

Dessa maneira, nas décadas seguintes, a estratégia de ocupar a área continuou. Assim nasceu o processo de criação de gado e cavalos, bem como de novas ações para evangelização dos índios. Fazendas, chácaras e aldeamentos foram surgindo.

Aliás, uma das fazendas, chamada Boa Vista do Rio Branco, deu origem à hoje Capital do estado de Roraima.

Gestação do estado

Foi o presidente Getúlio Vargas que instituiu o Decreto criador de territórios federais em setembro de 1943. Assim nasceu o Território Federal do Rio Branco e sua capital, Boa Vista. E também assim teve início da gestação do estado, que nasceria anos mais tarde.

Quase vinte anos depois, em 1962, o governo de então resolveu acatar o projeto do deputado federal Valério Caldas de Magalhães. Com isso, a nomenclatura do território foi alterado para Território Federal de Roraima. Foi mantida a capital. A evolução para a categoria de estado teve fim em outubro de 1988.

Uma Capital com significado

A capital do estado de Roraima não nasceu como outra qualquer. Foi planejada em termos urbanísticos e operacionais. E esse planejamento obedeceu à determinada visão do engenheiro arquiteto que fecundou o plano. A própria época em que o plano foi concebido leva imenso simbolismo: fim da Segunda Guerra Mundial.

O engenheiro Darcy Aleixo Derenusson afirmou que o desenho nascido nos traçados das vias radiais não foi por acaso. Para ele e para seus auxiliares, o traçado representa autonomia dos territórios nacionais. Se bem observado, ele faz irradiar a energia do Norte, levando a carga energética do povo brasileiro para todas as direções.

Feriados em Roraima

Como você já sabe, os governos estaduais do país divulgam seus calendários oficiais em todo início de ano. Muitos municípios também adotam essa estratégia. Dessa maneira, a população já fica sabendo quantos dias terá de inatividade.

Por outro lado, as áreas econômicas das respectivas regiões – industrial, comercial e prestadores de serviço – podem programar suas próprias atividades. E, como você também sabe, nem todos concordam com os calendários de forma plena.

De um lado, os empresários; de outro, a população. O fato é que Roraima também tem seu calendário oficial. Veja os feriados, pontos facultativos e datas comemorativas em geral no estado.

Calendário oficial de feriados em Roraima – 2019:

  • 1º de janeiro – Ano Novo (Feriado)
  • 04 de março – Pré-Carnaval (Ponto Facultativo)
  • 05 de março – Carnaval (Ponto Facultativo)
  • 06 de março – Quarta-feira de cinzas (Ponto Facultativo)
  • 08 de março – Dia da Mulher (Data Comemorativa)
  • 01 de abril – Dia da Mentira (Data Comemorativa)
  • 19 de abril – Sexta-Feira Santa (Feriado)
  • 21 de abril – Dia de Tiradentes e Páscoa (Feriado)
  • 1º de maio – Dia do Trabalhador (Feriado)
  • 12 de maio – Dia das Mães (Data Comemorativa)
  • 12 de junho – Dia dos Namorados (Data Comemorativa)
  • 20 de junho – Corpus Christi (Ponto Facultativo)
  • 11 de agosto – Dia dos Pais (Data Comemorativa)
  • 07 de setembro – Independência do Brasil (Feriado)
  • 05 de outubro – Aniversário de Roraima (Feriado Estadual)
  • 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida (Feriado)
  • 15 de outubro – Dia do Professor (Ponto Facultativo)
  • 17 de outubro – Dia do Comércio (Feriados para os comerciantes)
  • 28 de outubro – Dia do Servidor Público (Ponto Facultativo)>
  • 02 de novembro – Dia de Finados (Feriado)
  • 15 de novembro – Proclamação da República (Feriado)
  • 17 de novembro – Tratado de Petrópolis (Ponto Facultativo)
  • 20 de novembro – Dia da Consciência Negra (Feriado Estadual)
  • 25 de dezembro – Natal (Feriado)

Feriados em Roraima de caráter estadual

05 de Outubro – Aniversário de Roraima

O governo, os órgãos oficiais, as instituições diversas, os representantes das áreas econômicas e a população da segunda unidade federativa mais nova do país comemoram o aniversário do estado de maneira bem cívica. E com festejos diversos.

O governo estadual costuma promover ações e eventos durante os dias anteriores e posteriores, além, claro, de no próprio dia do aniversário em si. Os eventos se apresentam sob diversos modelos, de shows a cultos e missas.

Para se ter uma ideia, quando o estado fez 25 anos em 2013, o governo homenageou a população com lançamento de um selo comemorativo no Palácio da Cultura. Ao mesmo tempo, apresentações de música, sessões de cinema, espetáculos teatrais e mostras fotográficas fazem o lado cultural das festividades.

O estado é rico em eventos culturais e folclóricos. Certamente, esse espírito teria espaço para se manifestar também no dia do aniversário. Assim, alguns corais mostram sua arte; artistas plásticos têm oportunidade para expor seus trabalhos, artesãos apresentam peças com motivos da localidade etc.

A Secretaria da Educação tem hábito de premiar anualmente, no dia do aniversário do estado, profissionais de gestão escolar.

20 de novembro – Dia da Consciência Negra

O segundo dos feriados em Roraima caracterizados como estaduais é o Dia da Consciência Negra. Com ele, centenas de municípios brasileiros lembram a saga de Zumbi dos Palmares, considerado herói de resistência do sistema escravagista.

Assim, organizadores de eventos afroculturais aproveitam a data. Dessa maneira, tanto enaltecem a personagem central como lembram o sofrimento dos escravos durante os séculos do tráfico humano.

Roraima é um dos estados que assimilaram a data e reconhecem sua importância. Nesse cenário, a Assembleia Legislativa de Roraima – ALERR, via de regra, reserva sessões plenárias especiais para efetivar alusão às comemorações.

Nesses momentos, deputados, representantes do movimento negro, umbandistas, capoeiristas, músicos e artistas em geral manifestam seus consternamentos pelo povo sofrido da escravidão. Ao mesmo tempo, divulgam ações que visam melhoria de qualidade e preservação de direitos dos humanos negros.

Os atos ecumênicos e parlamentares, normalmente, procuram destacar a força dos humanos negros evidente na construção do país como um todo. Por sua vez, apresentações culturais, shows musicais e artes em geral demonstram elementos que lembram aquela força.

Feriados em Roraima: festividades em geral

Festas Juninas

Os festejos dedicados aos santos juninos já eram tradição em Roraima desde quando o estado era território federal. Com a promulgação do caráter de unidade federativa, o mês de junho ganhou impulso extraordinário com o novo espírito comemorativo.

Há pelo menos quase trinta anos, o próprio governo do estado se incumbe de promover uma das maiores festas juninas do país. É a maneira que gestões públicas dispõem para se manter próximas às diversas comunidades. Porém, diz-se que as festividades ganharam força mesmo – aquela inconfundível – a partir de 2001.

Assim, os eventos procuram destacar valores artísticos e culturais atuais juntamente com a alma tradicional das festividades juninas. Isso acontece especialmente na capital, Boa Vista. Com criatividade, manifestações em geral se confundem com exposição de crenças, religiosidade, costumes, folclore e outros elementos culturais.

Nesse mês festivo, quase cinquenta grupos de expressão artística variada se apresentam para mais de 150 mil participantes. Eles chegam também de distantes regiões em busca de conhecimento, diversão e brasilidade.

A paralelo às questões artísticas, os festejos contemplam igualmente outra faceta que, aliás, é considerada por muitos como também artística: comidas típicas. Os melhores cozinheiros e cozinheiras de esmeram em seus pratos para mostrar aos visitantes o que eles perdem por não viverem em Roraima.

Além disso, concursos de quadrilhas e de outras faces folclóricas colaboram para fazer das festas juninas roraimenses um dos eventos mais concorridos da Região Norte.

Festa da Damurida

Em novembro, comunidades indígenas de Roraima organizam o evento Festa da Damurida. O maior objetivo do festejo pretende intensificar a força da cultura indígena do estado. Quase duas dezenas de grupos de várias raízes se reúnem para incitar o espírito nativo.

E conseguem fazer uma festa sem precedentes. Danças, músicas, artesanatos, competições e comidas típicas são partes de um todo com uma intenção única.

“Damurida” é um prato típico de raiz wapichana, um dos povos que constituem as comunidades. Os índios ingerem o alimento pelas manhãs para aumentar as energias físicas; à noite, para repô-las.

Diz-se que a pimenta especial que compõe o prato é o toque diferencial do alimento. Mas seguem também caxiri (bebida típica feita a partir da mandioca), farinha e beiju.

Em verdade, a damurida fazia parte de uma ação maior. Contudo, foi ganhando destaque ao longo dos anos e passou a protagonizar as reuniões anuais.

A cada ano, uma comunidade é escolhida para receber as ações. Os organizadores afirmam que a ideia é proporcionar oportunidade para que os indígenas cultuem suas raízes, crenças e folclore.

Com isso, a festa tem atraído cada vez mais visitantes a ponto de já se tornar atrativo turístico. Milhares de pessoas chegam aos locais dos eventos. Vão em busca de diversão e, com isso, firmam as raízes tradicionais.

Então, é isso. Os feriados em Roraima são poucos, mas os momentos para manifestação de sua tradições e costumes são muitos. O que você acha de destacar logo abaixo na área de comentários o que é feito na sua cidade nos feriados?