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Feriados em Tocantins

Tocantins é o mais novo dos estados brasileiros. Nem por isso é estado de história vazia. Pelo contrário: as décadas passadas foram intensas e, por ela, os tocantinenses construíram sagas fantásticas de heroísmo, bravura, determinação e fé. Feriados em Tocantins poderiam encher um calendário inteiro sem muito esforço.

Estando muito a norte de Goiás – estado do qual foi dependente até três décadas atrás -, Tocantins passou muito tempo oculto dos olhos das políticas públicas. A capital, Goiás, concentrava toda a atenção das autoridades, como é normal infelizmente. Portanto, Tocantins precisou mesmo de uma luta e muita determinação para se emancipar.

Veja abaixo um pouco da saga desse povo e muitos motivos como base para muitos feriados em Tocantins.

Feriados em Tocantins: o estado

A palavra “tocantins” tem origem semelhante à de muitos outros nomes de regiões no país, ou seja, nas variações fonéticas do tupi-guarani. Via de regra, a maioria dos termos captados dessa língua sofre alterações por conta da dificuldade de pronúncia enfrentada pelos colonizadores portugueses.

Dessa maneira, o nome do estado vem do nome do rio que o corta, o Rio Tocantins. Por sua vez, este nasceu do termo “tukana” que, em tupi, se refere justamente ao pássaro; a esse termo, juntou-se a palavra “tim” que é “bicos”. Assim, de “tukanatins” em tupi-guarani, chegou-se a “Tocantins”.

O estado se encontra a sudeste da Região Norte. Está limitado ao sul por Goiás – aliás, estado que foi a comarca abrangente de Tocantins por séculos -; ao oeste e sudoeste por Mato Grosso; já Pará está ao oeste e noroeste; Maranhão ao norte, nordeste e leste; Piauí ao leste; Bahia ao leste e sudeste.

A capital atual é a cidade planejada de Palmas. Trata-se da capital com menos habitantes do país. O estado tem pouco menos de 300 milhões de quilômetros quadrados. Nesse espaço, comporta mais de 1,550 milhão de habitantes, sendo, então, o quarto estado mais populoso da Região Norte.

Segundo estudos geossociais, Tocantins tem 139 municípios. Destes, apenas dois têm mais de 100 mil habitantes, o que, de certa forma, favorece estratégias políticas e empenho social. Isso porque o estado tem um dos menores índices de densidade demográfica. Palmas tinha 290 mil habitantes em 2017 e Araguaína tinha 175 mil habitantes no mesmo ano.

Um pouco da história

O território pertencente a Goiás até pouco tempo atrás sagrou-se independente juntamente com a promulgação da Constituição de 1988. Até chegar a tal, houve longas batalhas políticas para que Tocantins recebesse status finalmente de estado.

Assim, os tocantinenses se orgulham de divulgar que moram no estado mais novo dentre todas as unidades federativas brasileiras.

E, bem antes disso, aquelas terras eram ocupadas por índios xingu e txucarramãe. E isso ainda antes da colonização pelos portugueses. Até então, os indígenas desfrutavam de liberdade e soberania sobre uma grande latifúndio.

Desbravada em duas frentes

Então, em 1625, Frei Cristovão de Lisboa, sob autorização da Coroa Portuguesa, organizou e liderou missão religiosa para chegar ao norte de Goiás. Ali, catequizariam os indígenas a fim de alavancar o cristianismo no reino colonial europeu. Pelo menos esse era o motivo oficial na missão.

Por outro lado, estudiosos e pesquisas alegam que a intenção era outra. Tanto religiosos quanto autoridades da Coroa tinham interesse nos valores econômicos que a região já oferecia. Além disso, intenções mais escusas buscavam escravização dos índios para trabalhos nas fazendas que pretendiam fundar.

Nesse caso, com a chegada dos missionários, estes acabaram deixando suas marcas culturais e habituais. Apesar da força da cultura indígena, ambas se mesclaram em algum nível.

Por outro lado, já no século XVIII, o território recebeu ação também dos bandeirantes, que chegaram pelo sul em busca de ouro. Como se sabe, a postura dos componentes dos grupos bandeirantes não era bem amistosa. Portanto, também deixaram nos hábitos da região.

Interessante: Isso significa que a região onde hoje é Tocantins sofreu influência em dois flancos: norte e sul. Dessa maneira, os “invasores” do norte – missionários – mantiveram mais contatos comerciais com as regiões do Norte; os do sul – bandeirantes – influenciaram mais os estados do sudeste, como Minas e S. Paulo.

Alma emancipacionista

Diz-se, portanto, que a população de Tocantins já mantinha ímpeto de se separar de Goiás desde muitas décadas antes. Afinal, a própria constituição da população local fora desenvolvida por meio de duas partes muito diferentes entre si – a norte e a sul -, cujos efeitos se intensificariam ao longo dos muitos anos seguintes.

Anos mais tarde, em 1821 e, portanto, ainda na fase colonial, a Coroa criou o Governo Autônomo de Tocantins. Havia razões políticas e estratégicas para isso. Assim, com o novo título, aquele ímpeto separacionista se tornou ainda mais intenso e evidente. Movimentos menores nesse sentido começaram a espocar em diversos lugares.

Já durante a República, em 1920, os incentivos à separação ganharam novo fôlego, mas ainda não obtiveram sucesso. Entretanto, a sanha do governo Kubitscheck em construir o Distrito Federal viria a dar o impulso necessário aos que sempre sonharam com a separação.

Afinal, a transferência do centro político-jurídico do país para o Planalto Central, Brasília, movimentou a população em todos os sentidos. Houve progresso quase instantâneo e esse desenvolvimento latente se intensificou com a construção da Rodovia Belém-Brasília.

Emancipação por desenvolvimento

Em princípio, a ansiedade de parte de uma população por se separar de outra pode parecer questão de orgulho ou mesmo fator de menos importância. Entretanto, no caso de Tocantins, o problema sempre foi mais profundo. As questões envolviam desenvolvimento social.

Interessante: tendo sido constituída por dois flancos – norte e sul -, conforme visto acima, a região de Tocantins se viu apartada da parte sul de Goiás. Afinal, a capital, Goiânia, fica bem mais ao sul do estado. Portanto, a força política e o empenho social não apenas demoravam para perceber a parte mais ao norte; simplesmente não chegavam lá.

Com independência político-jurídica de Goiás, Tocantins considerou administrar os próprios recursos, trabalhar os próprios problemas e olhar para o próprio povo. Mesmo porque, estando bem ao norte do estado, até mesmo candidatos políticos eram eleitos sem nem mesmo conhecer a região, pois de lá tinham votos.

Foi assim que a proposta de criação do estado do Tocantins finalmente chegou ao Congresso Nacional, aliás, mais de uma vez. Entretanto, a ideia foi rechaçada tanto por João Batista Figueiredo quanto por José Sarney.

Depois de muita luta política, batalhas de palavras e outros argumentos, a Constituição de 1988 ajudou na criação do estado. Nesse momento, Palmas, a então futura Capital do estado, estava em planejamento. Portanto, Miracema do Tocantins foi designada como capital temporária.

Assim se construiu Tocantins.

Feriados em Tocantins de caráter estadual

Dia de Nossa Senhora da Natividade, padroeira de Tocantins: 08 de setembro

Nossa Senhora da Natividade é padroeira de vários municípios espalhados pelo país. Contudo, ela parece ter algum elo especial com Tocantins, o estado. Afinal, não apenas é o único estado que está sob proteção dessa santa como o próprio Papa João Paulo II a nomeou como protetora dos tocantinenses.

Certamente, identificou aquele elo. Em 1992, quatro anos depois de o estado ser criado, os tocantinenses criaram um abaixo-assinado e, ao mesmo tempo, uma campanha. Seu objetivo era pleitear justamente a proteção oficial da santa.

Dessa maneira, a população e o clérigo estadual se uniram para fortalecer a intenção popular perante o Papa. No mesmo ano, Sua Santidade promulgou o elo. E quase imediatamente. Determina Nossa Senhora da Natividade como padroeira de Tocantins.

O dia 08 de setembro é seu dia (veja mais abaixo porque esse dia pertence à santa). Assim, todos os habitantes do estado oferecem alguma espécie de homenagem de uma ou de outra maneira. A imagem da santa surgiu na região (em localidade hoje conhecida como “Natividade”) há quase trezentos anos. Portanto, esse elo é mais antigo que o próprio estado.

Nascimento da Mãe de Jesus

Segundo relatos bíblicos, Ana – Santa Ana para os católicos – foi mãe de Maria, que viria a ser mãe de Jesus. Ou seja, Maria foi gestada por 09 meses no ventre de Ana. É por isso que os festejos de Nossa Senhora da Natividade (que significa “nascimento”) se dão exatamente 09 meses depois dos festejos da Imaculada Conceição de Maria. Assim, a simbologia associa o nascimento da mãe de Jesus ao termo “natividade”.

Foram os jesuítas que, em 1735, levaram a imagem da santa à região a fim fortalecer a fé dos índios já catequizados. Ao mesmo tempo, queriam mostrar a outros indígenas ainda não convertidos a beleza da fé cristã.

Uma série de eventos concorre para fazer a festa como um todo. Há quermesses, leilões e missa solene dedicada à santa. As festividades, em verdade, se iniciam dias antes com novena para celebrar a memória da padroeira.

Criação do estado do Tocantins: 05 de outubro

Então, depois de muita briga no Congresso, conforme foi visto acima, Tocantins nasceu oficialmente em 05 de outubro de 1988. Via de regra, os governos estadual e muitos municipais organizam eventos diversos para comemorar a data.

As cidades costumam levar grandes shows não apenas com cantores e duplas consagradas, mas também artistas locais. É a maneira de demonstrar apreço pela arte tocantinense. Assim, as atrações regionais ganham espaço para mostrar seu trabalho e também o carinho e a consideração por seu estado.

Nesse caso, duplas sertanejas de raiz e universitárias, bandas de música pop, grupos de pagode etc. fazem a festa da população. Atrações mais tradicionais também têm força, como corais, banda de Fuzileiros Navais etc.

Além disso, eventos religiosos também marcam a data. Missas e cultos evangélicos celebram o aniversário do estado. A Assembleia, por sua vez, realiza sessão especial com participação de políticos de diversos municípios. Por ocasião dos 30 anos do estado, o Governo lançou um selo comemorativo.

Atividades esportivas e de entretenimento também são organizadas. Assim, passeios ciclísticos, exercícios em praças públicas etc. atraem centenas de participantes dos festejos.

Feriados em Tocantins: calendário oficial

O governo estadual publica a tabela do calendário oficial anual em todo início de ano. Trata-se de instrumento de planejamento para ser usado pela indústria, comércio e prestadores de serviço. Veja os feriados em Tocantins neste ano de 2019.

  • 01° de janeiro – Confraternização Universal (Feriado)
  • 04 de março – Pré-Carnaval (Ponto facultativo)
  • 05 de março – Carnaval (ponto facultativo)
  • 06 de março – Quarta-feira de Cinzas (Ponto facultativo até 14h00)
  • 19 de abril – Paixão de Cristo (Feriado)
  • 21 de abril – Tiradentes (Feriado)
  • 1º de maio – Dia do Trabalho (Feriado)
  • 20 de junho – Corpus Christi (Ponto facultativo)
  • 07 de setembro – Independência do Brasil (Feriado)
  • 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil (Feriado)
  • 28 de outubro – Dia do Servidor Público (Ponto facultativo)
  • 02 novembro – Finados (Feriado)
  • 15 de novembro – Proclamação da República (Feriado)
  • 24 de dezembro – Véspera de Natal (Ponto facultativo após às 14h00)
  • 25 de dezembro – Natal (Feriado nacional)
  • 31 de dezembro – Véspera de ano novo (Ponto facultativo após às 14h00).

Feriados em Tocantins: festividades diversas

Carvalhada

A Carvalhada é um folguedo extremamente popular que se aconchegou no gosto do tocantinense de maneira absoluta. As festividades acontecem em meio a clima natalino e se estendem até início de janeiro. Assim, oferecem celebração também aos Três Reis Magos.

Ela acontece em vários estados do país, incluindo os da Região Sudeste. Cada estado, normalmente, desenvolve os festejos a sua maneira, de acordo com sua construção cultural.

Contudo, é em Tocantins que o evento acontece com mais vigor. As brincadeiras obedecem a enredo especial. Em verdade, os festejos em si pouco têm de religiosidade propriamente dita. Foram trazidos ao Brasil por padres jesuítas a fim de demonstrar a índios e escravos a força da fé cristã.

Origem da Carvalhada

A origem das comemorações remontam à Idade Média na Europa. Na época, torneios anuais encantavam reis e espectadores em geral. Via de regra, aconteciam diante de igrejas para lembrar a luta dos cristãos contra os mouros. Ou seja, as praças se transformavam em campo de batalha simulada.

O ponto atrativo dos festejos se dá quando dois grupos de doze cavaleiros travam disputa. As vestes são especiais e lembram as vestimentas medievais. Um grupo usa cor preponderante azul a fim de representar os cristãos; já o outro se veste de vermelho em alusão aos mouros.

A disputa é constituída de várias manobras feitas sobre os cavalos estando os cavaleiros portando lanças. Certamente, os movimentos são calculados e ensaiados. Ainda assim, visualmente, trata-se de ação com certa truculência.

Assim, a belicosidade e a violência, ainda que teatralizada, serviam de instrumento de imposição de medo aos povos. Esse caráter foi aproveitado pelos padres para que índios e escravos se mantivessem sob o cristianismo.
É isso então. Se parte dos grandes fatos gloriosos havidos na história do estado fossem confirmados como feriados em Tocantins, certamente a população passaria a maior parte do ano em comemoração.

E você? Como são os feriados em sua cidade? Em seu estado? Comente na área abaixo as atividades de que você participa nos feriados.