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Feriados no Pará

O estado tem apenas um feriado. Porém, sua história é plena de motivos para que muitos feriados no Pará componham seu calendário oficial. E as manifestações culturais igualmente. E a profusão de eventos folclóricos também. E lendas. E atos cívicos. E brincadeiras sociais diversas.

Ou seja, Pará não é apenas grande em extensão (é maior que muitos países, como você vai ver neste artigo). É grande também em história.

Interessante: as constelações encontradas da Bandeira do Brasil representam estados e o Distrito Federal. A que está associada ao Pará tem uma peculiaridade. Você saberia qual é? Bem, a gente conta já, agora. É a única acima da faixa branca com a inscrição Ordem e Progresso.

Acontece que, na época proclamação da república no país, Belém era a capital mais acima no mapa, ou seja, mais setentrional. Então, deveria ser representada como estrela solitária. Aliás, na própria bandeira do estado, há apenas uma estrela juntamente com outros elementos.

Dizem as “más línguas históricas”, contudo, que o motivo de a estrela representativa do Pará estar apartada das outras é menos nobre. A Província do Grão Pará foi a última do país a aceitar a independência de Portugal (como você vai ver logo abaixo).

Assim, os idealizadores da Bandeira Nacional (Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Villares) resolveram “dar uma cutucadinha cívica” no estado e separá-la do resto do país.

Continue na leitura deste artigo e conheça o Círio de Nazaré, uma das mais grandiosas manifestações religiosas do mundo; conheça também a Marujada que, em princípio, parece evento masculino, mas os homens apenas tocam instrumentos.

Feriados no Pará: o estado

Pará faz parte da Região Norte do país e está em segundo lugar no ranking de territórios brasileiros. Seu mais de 1,2 bilhão de quilômetros quadrados o torna a décima-terceira divisão de um país na condição de unidade federativa.

Para você ter uma ideia, é maior que a Região Sudeste e quase tão grande quanto a Região Centro-oeste. Há 144 municípios em seu território, sendo o maior deles em extensão o de Altamira. A Capital do estado é Belém.

Todo esse tamanho está subdivido em sete regiões intermediárias e 21 regiões intermediárias. Elas estão entre o Suriname e a Guiana no extremo norte. Amapá a norte, Mato Grosso a sul, Tocantins a sudeste, Maranhão a leste, Roraima a noroeste e Amazonas a oeste.

O estado é o que possui mais habitantes da região e o nono do país, com seus 8,5 milhões de moradores. Porém, apenas duas de suas cidades têm mais de 500 mil habitantes: a Capital, com 1,4 milhão, e Ananindeua, com pouca mais de 520 mil.

Ainda, há três três regiões metropolitanas: a de Belém, com 2,5 milhões de habitantes; a de Marabá, com 350 mil habitantes; a de Santarém, com 335 mil habitantes.

Feriados no Pará

No âmbito estadual, não há muitos feriados no Pará. Entre feriados nacionais e estaduais, são oficializados onze oportunidades de descanso para o paraense. Um deles, 15 de agosto, é estadual.

Veja a lista:

  • 1º de janeiro, Ano Novo – Feriado nacional
  • Março, Carnaval e Quarta-feira de cinzas – Pontos facultativos
  • 08 de março, Dia da Mulher – Data comemorativa
  • 01 de abril, Dia da Mentira – Data comemorativa
  • Abril, Sexta-Feira Santa – Feriado nacional
  • 21 de abril, Dia de Tiradentes – Feriado Nacional
  • 1º de maio, Dia do Trabalho – Feriado Nacional
  • 12 de junho, Dia dos Namorados – Data Comemorativa
  • Junho, Corpus Christi – Ponto Facultativo
  • 15 de agosto, Adesão ao Império Brasileiro – Feriado estadual
  • 07 de setembro, Independência do Brasil – Feriado nacional
  • 12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida – Feriado nacional
  • 15 de outubro, Dia do Professor – Ponto facultativo
  • 17 de outubro , Dia do Comércio – Feriados para os comerciantes
  • 28 de outubro, Dia do Servidor Público – Ponto Facultativo
  • 02 de novembro, Dia de Finados – Feriado nacional
  • 15 de novembro, Proclamação da República – Feriado Nacional
  • 17 de novembro, Tratado de Petrópolis – Ponto Facultativo
  • 20 de novembro, Dia da Consciência Negra – Data Comemorativa
  • 25 de dezembro, Natal – Feriado nacional

Feriados no Pará: 15 de Agosto

A Lei Federal 9.093 de 1995 determina que cada unidade da federação indique um dia do ano para ser lembrado com sua respectiva data magna. Nesse caso, o jurista e então deputado estadual Zeno Veloso criou o dia 15 de agosto como o Dia da Adesão do Pará à Independência do Brasil e Data Magna do Estado.

Disse o ex-deputado: “Propus como data magna do Pará o dia da adesão a independência, o que ocorreu em 1823, por ser um acontecimento decisivo, histórico, marcante e fundamental para a vida e para a história do Estado do Pará, que definiu seus rumos políticos desde então”.

Dessa maneira, o único dos feriados no Pará que é de caráter estadual é o dia da adesão do estado ao movimento em favor da independência do Brasil. Dito assim, em poucas palavras, sem muitas explicações, parece que a “coisa” se deu de um dia para o outro.

Ou seja: em 07 de setembro, D. Pedro determina que o Brasil deixa de ser colônia do Portugal e, no dia seguinte – ou na semana seguinte -, todo o país se tornou independente. Porém, diversas províncias do país mantinham ligações profundas e interesses econômicos com a Coroa de Portugal.

Dois brasis distantes entre si

Por outro lado, aquelas ligações são compreensíveis atualmente. De certa forma, a colônia era dividida de duas sub-colônias: Província do Grão Pará-Maranhão e o restante do país. Nesse cenário, Grão Pará-Maranhão reportava às ordens diretas de Portugal.

Ou seja, suas tratativas políticas, sociais e econômicas eram travadas em comunicação direta com a Coroa Portuguesa. Assim, quase não mantinha contato com o restante do Brasil.

Revoltas e batalhas

Por isso, nem todas as províncias queriam realmente a independência. Foi o caso da província do Grão Pará, atual estado do Pará. Entretanto, o já imperador do Brasil, D. Pedro I, destaca John Grenfill para liderar uma fragata em direção à província. Tinha dois objetivos:

  • Integrar o Grão Pará ao Brasil
  • Depois, organizar uma unidade da Marinha

Tinha ordens expressas de fazê-lo, custasse o que custasse. Já por isso, é possível ter uma ideia de como “a coisa” se deu. Bem dramática. Houve contendas, luta armada e muita força contrária antes de, em 15 de agosto de 1823, o território ser finalmente declarado como parte do Brasil.

Brigue do Palhaço

Antes, porém, um dos fatos mais marcantes foi tão expressivo que até hoje se mostra lamentável. E ficou conhecido como “Brigue do Palhaço”. Mais de duas centenas e meia de brigadistas foram colocadas em porão de navio e mortos por asfixia. Como ato macabro, soterrados com cal.

Quando os corpos finalmente foram encontrados, os lábios e olhos estavam arroxeados e o resto do rosto e corpo coberto de cal. Isto é: assemelhavam a palhaços. Daí o título da batalha: “Brigue do Palhaço”.

Finalmente, Brasil

O documento oficial foi assinado na sede da colônia em terras paraenses, o Palácio Lauro Sodré. Entretanto, algumas revoltantes situações se mantiveram. Muitos portugueses detinham privilégios políticos e sociais naquelas terras da ex-província. O povo não aceitou essa condição por muito tempo.

A base da revolta foi falta de estratégia por parte dos mandatários-mor de D. Pedro I. Acontece que a população esperava que muita coisa mudasse com a adesão, especialmente em termos de sociais e políticos. Porém, nada mudou no caso do Pará.

Os portugueses permaneceram nos postos de autoridade, a escravidão se manteve, a penúria continuou no meio do povo. Contudo, a adesão à Independência do Brasil se firmou.

Como é comemorado

A Data Magna do Pará é lembrada anualmente com atividades cívicas e culturais. Assim, há solenidades na Assembleia Legislativa e em escolas, além de em quartéis. Dessa maneira, o cidadão paraense mantém consciência da importância da data para o Estado.

Feriados no Pará: festividades diversas

Todo o estado do Pará detém calendário rico em festividades. Posto que, antes da independência do país das garras de Portugal, era região extremamente ligada ao país europeu, o estado tem uma infinidade de manifestações folclóricas e religiosas com origem em Além-Tejo.

Círio de Nazaré

>Em questão de festividade, não dá para falar do Rio de Janeiro sem mencionar o Carnaval; não se menciona Blumenau e se esquece da Oktoberfest; não se elenca atividades na Bahia e não se inclui trios elétricos.

O mesmo acontece com o Círio de Nazaré no Pará, festividade em devoção e celebração à Nossa Senhora de Nazaré. É nada mais, nada menos que a maior manifestação católica em todo o território nacional.

É tanta gente que se tornou também um dos grandiosos momentos de concentração do mundo com objetivos religiosos. São cerca de dois milhões de pessoas que circulam pelos cultos e compõem todas as procissões.

Os eventos acontecem sempre no segundo domingo de outubro. É tanta devoção e tanta determinação dos fiéis que, quando precisam mudar de cidade dentro do estado, acabam criando suas próprias procissões. Nesse contexto, há expressões populares em diversos cantos do estado.

Interessante: o nome dos festejos, “Círio”, é aportuguesação de “Cereus” que, em latim, nomeia as enormes velas usadas em celebrações diversas.

Desde 2013, por força de ofício da Unesco, o Círio de Nazaré se tornou Patrimônio Cultural da Humanidade. Isso dá uma ideia da importância, abrangência e penetração popular do evento.

Marujada

A festividade é folguedo cuja tradição se iniciou nos fins do século 18 com homenagem a São Benedito. Os escravos da época imploraram aos seus senhores por oportunidade de manifestar suas culturas. E foram atendidos em parte.

Assim nasceu a Marujada, feita principalmente por mulheres. Estas desfilam pelas ruas da cidade em dezembro a fim de homenagear o santo. Via de regra, a indumentária é constituída por saia rodada vermelha, azul ou branca; blusa branca com faixa de fita vermelha e uma rosa de tecido; chapéu enfeitado com fitas e plumas.

As mulheres apresentam diversos tipos de passos durante a dança: retumbão, dança de roda, mazurca, valsa etc. Os instrumentos são tradicionais da cultura local, com zabumba, triângulo, sanfona, viola etc.

O papel dos homens no evento é operar os instrumentos musicais. Além disso, há ainda a cavalhada, a procissão e o leilão.

Festival do Carimbó

Tanto quanto o Círio de Nazaré, o carimbó é o máximo de representatividade do estado de o Pará. Trata-se de ritmo musical dançante que busca preservar a cultura indígena da região.

Já o Festival do Carimbó, que ocorre, via de regra, na segunda semana de dezembro desde 2004, tenciona manter a valorização do evento como manifestação artístico-cultural do Estado. Afinal, a força dos patrimônios imateriais do estado tem todas as condições para consegui-lo.

A festa atrai dezenas de milhares de pessoas de todo o estado.

Portanto, é isso. O ex-Grão Pará e hoje estado do Pará detém força folclórica tradicional suficiente para produzir muitos feriado no Pará. Você pode ter alguma sugestão ou curiosidade da respeito desse tema. Tendo, deixe registrado na área de comentários abaixo. Ou mesmo pode manifestar suas impressões sobre este artigo.