Menu fechado

Como funciona o financiamento de veículos no Brasil

financiamento de veículos

O carro continua sendo o sonho de consumo de muitas pessoas no Brasil. Mas adquirir um carro à vista, mesmo usado, não é algo que esteja ao acesso de todos. A consequência direta desses dois movimentos é a busca por opções de financiamento de veículos.

No Brasil, temos pelo menos três diferentes opções de financiamento de veículos. Qual deles é o melhor? Depende de alguns fatores, conforme veremos neste artigo. Acompanhe.

O que é um financiamento de veículo

O financiamento de veículos é uma ótima forma de negociar o carro novo.
O financiamento de veículos é uma ótima forma de negociar o carro novo.

O financiamento de veículos é uma operação financeira que permite ao consumidor adquirir um veículo pagando-o em prestações. Esse veículo pode ser novo ou usado, desde que não muito antigo.

Atualmente, há no mercado três diferentes modalidades de financiamento de veículos: o CDC (Crédito direto ao consumidor), o leasing e o consórcio.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

O CDC é a modalidade mais procurada de financiamento de veículos.

O consumidor negocia as condições desse financiamento com uma instituição financeira, contraindo uma dívida a ser quitada em um prazo estipulado.

Mas antes a instituição financeira faz uma análise de crédito, afinal, trata-se de um empréstimo. Clientes com CPF negativado não conseguem ter seu financiamento aprovado.

A instituição financeira paga o preço do veículo à concessionária. Esta, por sua, vez libera o veículo para o consumidor.

Na negociação entre o consumidor e a instituição financeira, serão definidos:

  • O valor de entrada a ser dado pelo consumidor.
  • O número de prestações que terá o contrato.
  • A taxa de juros cobrada pela instituição.
  • O valor de cada prestação.

O veículo passa a ser de propriedade do consumidor, mas este não pode revendê-lo sem antes quitar a dívida com a instituição financeira (veículo alienado).

Caso o consumidor comece a atrasar o pagamento das prestações, a instituição financeira pode tomar o veículo judicialmente e negociá-lo em leilão.

O valor arrecadado no leilão será usado para quitar a dívida do consumidor e cobrir as despesas jurídicas da instituição financeira. Havendo algum valor remanescente, será devolvido ao consumidor.

O Leasing

O Leasing é uma forma de financiamento de veículos.
O Leasing é uma forma de financiamento de veículos.

Outra modalidade de financiamento de veículos é o leasing, cujo funcionamento lembra um aluguel, com algumas diferenças.

Atualmente, encontramos no Brasil duas formas distintas de leasing de veículos para pessoa física: o leasing financeiro e o leasing operacional.

Em ambas as formas, o veículo é de propriedade da arrendadora e o consumidor paga uma taxa mensal para poder utilizá-lo.

No leasing operacional, o consumidor não tem a intenção de ficar com o veículo, ele apenas quer utilizá-lo por um período. Nesse tipo de contratação, é a arrendadora quem arca com a manutenção do veículo. Ao final do contrato, o consumidor simplesmente devolve o veículo à arrendadora.

No leasing financeiro, o consumidor pode adquirir o veículo ao final do contrato, pagando por ele um valor residual.

Em caso de atraso no pagamento, a arrendadora toma o veículo do consumidor.

O consórcio

O consórcio é outra forma de financiamento de veículos.
O consórcio é outra forma de financiamento de veículos.

No consórcio, o valor das prestações tende a ser menor, por não existir incidência de juros, apenas uma taxa de administração e eventualmente impostos.

Como funciona

Uma instituição (administradora de consórcios) forma grupos de consumidores interessados em adquirir um veículo. Mensalmente, cada participante do grupo paga um valor, previamente estabelecido, que somado aos valores pagos por todos os outros, formam uma poupança.

Dessa poupança, uma pequena parte será usada para cobrir as despesas administrativas de manutenção do consórcio, mas a maior parte será usada para possibilitar a aquisição dos veículos pelos participantes do grupo.

A cada mês alguns participantes do grupo serão contemplados com a carta de crédito para a aquisição do seu veículo. Isso se repetirá até que todos no grupo tenham sido contemplados.

Existem duas formas de ser contemplado: uma é por sorteio. A outra, para quem não quer depender da sorte, é através de um lance. O participante apresenta um lance, propondo-se a antecipar o pagamento de parte de seu saldo devedor. Caso o lance seja aceito, esse participante obtém sua carta de crédito.

Em consórcios, é importante que quem já foi contemplado com a carta de crédito continue pagando mensalmente sua cota, do contrário os que ainda não foram contemplados serão prejudicados.

Se um participante do grupo atrasa seus pagamentos, primeiro pode perder o direito de participar dos sorteios, depois pode vir a ser excluído do grupo. Nesse caso, ele recebe de volta as contribuições pagas anteriormente, porém fica sujeito a multas.

Reajustes no valor do consórcio

Embora não haja incidência de taxa de juros, pode ocorrer um reajuste do valor mensal a ser pago.

Isso ocorre porque, desde o início, o valor mensal da parcela é estipulado a partir do preço de mercado de um determinado veículo.

Se o preço desse veículo sofre reajuste, para mais ou para menos, essa variação é repassada para os participantes do consórcio, já que a ideia da formação da poupança é possibilitar a aquisição do veículo.

Qual é a melhor opção para o consumidor?

Não há uma resposta única e absoluta. Depende de muitos fatores, mas de uma forma geral é possível estabelecer alguns parâmetros para a escolha.

Por exemplo:

  • O CDC é a forma mais direta para um consumidor sair com um carro em mãos e em seu nome. Por outro lado, tende a ser a mais cara das opções.
  • Para reduzir o custo de um CDC vale a pena fazer uma pesquisa comparativa das taxas de juros cobradas pelas diversas instituições financeiras que oferecem essa modalidade.
  • Um consumidor com CPF negativado não terá seu CDC aprovado pela instituição financeira.
  • O leasing será uma opção melhor que o CDC caso tenha uma taxa de juros mais interessante. Do contrário, para taxas de juros semelhantes, por exemplo, o CDC é preferível.
  • No consórcio não há taxa de juros, porém a parcela mensal está sujeita à variação de preços dos veículos no mercado, o que gera alguma incerteza ao longo do andamento do consórcio.
  • O consórcio pode ser uma opção para quem não tem urgência na aquisição do carro.
  • Para optar pelo consórcio, é importante pesquisar as credenciais da administradora junto ao Banco Central e avaliar se existem reclamações a seu respeito nos órgãos de defesa do consumidor. Credibilidade é tudo em um consórcio.

Conclusão

Cada consumidor deve avaliar quais são seus planos em relação à aquisição de um veículo:

  • Preciso dele agora ou pode ser para depois?
  • Só quero USAR um carro ou quero TER um carro meu?
  • Caso queira ter o carro, seria por muito tempo ou penso em revendê-lo logo?
  • Que valor eu tenho condições de pagar para TER ou USAR um carro?

Com respostas claras para essas perguntas, fica fácil escolher uma modalidade de financiamento de veículos.